Ele voltou, tamo feliz! MC Sapinho canta o retorno de Guilad Shalit
kol hakavod, MC Sapinho! Conhecido da galera que vem passear em Israel, principalmente em Tel Aviv, conhecido por sua "Jerusalém, a melhor noite que tem".
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Guilad Shalit, que bom que você voltou para casa
Oração de agradecimento pela libertação de Guilad Shalit
Retirar da prisão os prisioneiros e do cárcere os que estão nas trevas (Isaías 42:7 – da haftará desta semana, Parashat Bereshit).
Este é o dia que o Eterno fez, vamos nos alegrar e nos regozijar (Salmos 118:24).
Nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, neste grande dia, tempo de nossa alegria, nós dirigimos nossos corações para Ti com felicidade e contentamento, mexidos e agradecidos por Tua grande bondade que Tu fizeste com Guilad ben Aviva ve-Noam Shalit e com todo o Povo de Israel, por tê-lo retornado em paz do seu cativeiro para a sua família, seu país e seu povo. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por libertar os cativos.
Nós estamos emocionados porque se realizaram com ele e conosco as palavras do Profeta Jeremias: “Contenha a tua voz do choro e os teus olhos das lágrimas, porque a tua obra tem seu pagamento ─ palavras do Eterno ─ e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Eterno ─ palavras do Eterno ─ e teus filhos voltarão às suas fronteiras” (Jeremias 31:15-16). Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por auxiliar Israel com bravura.
Seja a Tua vontade, Eterno nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, que neste dia e em todos os dias que virão, o prisioneiro que foi redimido conheça alegria no coração, tranquilidade na alma e sucesso em todos os atos de suas mãos, juntamente com toda a sua família e com todos os seus irmãos e irmãs de Israel. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por conceder forças aos cansados.
Deus que escuta a oração e que presenteia com a vida, seja a Tua vontade que os sentimentos de fraternidade e de envolvimento mútuo que cobrem o Teu Povo de Israel nestes dias se mantenham entre nós nos dias que virão, e que o dito “Todo aquele que salva uma vida equivale a salvar um mundo inteiro” (San’hedrin 4,5) continue a orientar o Estado, seus dirigentes, ministros e cidadãos. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, por coroar Israel com glória.
Soberano do Universo, Deus da alegria da nossa felicidade, seja a Tua vontade que depois do resgate de Guilad Shalit não ocorra mais nenhum dano nem prejuízo aos filhos do Teu povo, nem neste ano, tampouco nos próximos anos, que venham a nós para o bem, mas sim espalhe, com a Tua ampla bondade, uma tenda de benignidade, de vida e de paz, sobre nós, sobre todo o Povo de Israel e sobre todos os habitantes do planeta. Que esta seja a Sua vontade ─ e digamos amen. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos fizeste viver, nos mantiveste e nos fizeste chegar até este momento.
Esta esta oração de agradecimento foi escrita com base nas orações de agradecimento da Assembleia Rabínica do Movimento Massorti e na oração do rabino Yehoram Mazor no sidur Haavodá Shebalêv).
Tradução do hebraico (abaixo): Uri Lam
Oração de agradecimento pela libertação de Guilad Shalit
Retirar da prisão os prisioneiros e do cárcere os que estão nas trevas (Isaías 42:7 – da haftará desta semana, Parashat Bereshit).
Este é o dia que o Eterno fez, vamos nos alegrar e nos regozijar (Salmos 118:24).
Nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, neste grande dia, tempo de nossa alegria, nós dirigimos nossos corações para Ti com felicidade e contentamento, mexidos e agradecidos por Tua grande bondade que Tu fizeste com Guilad ben Aviva ve-Noam Shalit e com todo o Povo de Israel, por tê-lo retornado em paz do seu cativeiro para a sua família, seu país e seu povo. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por libertar os cativos.
Nós estamos emocionados porque se realizaram com ele e conosco as palavras do Profeta Jeremias: “Contenha a tua voz do choro e os teus olhos das lágrimas, porque a tua obra tem seu pagamento ─ palavras do Eterno ─ e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Eterno ─ palavras do Eterno ─ e teus filhos voltarão às suas fronteiras” (Jeremias 31:15-16). Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por auxiliar Israel com bravura.
Seja a Tua vontade, Eterno nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, que neste dia e em todos os dias que virão, o prisioneiro que foi redimido conheça alegria no coração, tranquilidade na alma e sucesso em todos os atos de suas mãos, juntamente com toda a sua família e com todos os seus irmãos e irmãs de Israel. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por conceder forças aos cansados.
Deus que escuta a oração e que presenteia com a vida, seja a Tua vontade que os sentimentos de fraternidade e de envolvimento mútuo que cobrem o Teu Povo de Israel nestes dias se mantenham entre nós nos dias que virão, e que o dito “Todo aquele que salva uma vida equivale a salvar um mundo inteiro” (San’hedrin 4,5) continue a orientar o Estado, seus dirigentes, ministros e cidadãos. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, por coroar Israel com glória.
Soberano do Universo, Deus da alegria da nossa felicidade, seja a Tua vontade que depois do resgate de Guilad Shalit não ocorra mais nenhum dano nem prejuízo aos filhos do Teu povo, nem neste ano, tampouco nos próximos anos, que venham a nós para o bem, mas sim espalhe, com a Tua ampla bondade, uma tenda de benignidade, de vida e de paz, sobre nós, sobre todo o Povo de Israel e sobre todos os habitantes do planeta. Que esta seja a Sua vontade ─ e digamos amen. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos fizeste viver, nos mantiveste e nos fizeste chegar até este momento.
Esta esta oração de agradecimento foi escrita com base nas orações de agradecimento da Assembleia Rabínica do Movimento Massorti e na oração do rabino Yehoram Mazor no sidur Haavodá Shebalêv).
Tradução do hebraico (abaixo): Uri Lam
כמה טוב שבאת הביתה
תפילת הודיה על שחרורו של גלעד שליט
לְהוֹצִיא מִמַּסְגֵּר אַסִּיר, מִבֵּית כֶּלֶא יֹשְׁבֵי חֹשֶׁךְ.
זֶה הַיּוֹם עָשָׂה יְהוָה, נָגִילָה וְנִשְׂמְחָה בוֹ.
אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, בְּיוֹם גָּדוֹל זֶה, זְמַן שִׂמְחָתֵנוּ, אָנוּ נוֹשְׂאִים לְבָבֵנוּ אֶליך בְּגִילָה וּבְשִׂמְחָה, בִּרְעָדָה וּבְהוֹדָיָה עַל חַסְדְּךָ הַגָּדוֹל שֶׁעָשִׂיתָ עִם גִּלְעָד בֶּן אֲבִיבָה וְנֹעַם וְעִם כָּל עַם יִשְֹרָאֵל, שֶׁהֲשִׁיבוֹתָ אוֹתוֹ בְשָׁלוֹם מִשִּׁבְיוֹ לְמִשְׁפַּחְתּוֹ וּלְאַרְצוֹ וּלְעַמּוֹ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם, מַתִיר אַסוּרִים.
נִרְגַּשִים אֲנוּ כִּי הִתְקָיְמָה בּוֹ וּבַנּוּ דִבְרֵי הַנַבִיא ירמיהו: "מִנְעִי קוֹלֵךְ מִבֶּכִי וְעֵינַיִךְ מִדִּמְעָה כִּי יֵשׁ שָׂכָר לִפְעֻלָּתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ מֵאֶרֶץ אוֹיֵב: וְיֵשׁ תִּקְוָה לְאַחֲרִיתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ בָנִים לִגְבוּלָם". בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. אוֹזֶר יִשְרָאֵל בִּגְבוּרָה.
יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ, יהוה אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, שֶׁבְּיוֹם זֶה וּבְכָל הַיָּמִים הַבָּאִים יֵדַע הַשָּׁבוּי שֶׁנִּפְדָה שִׂמְחָה בַּלֵּב וְשַׁלְוָה בַּנֶּפֶשׁ וְהַצְלָחָה בְּכָל מַעֲשֵׂה יָדָיו, יַחַד עִם כָּל בְּנֵי מִשְׁפַּחְתּוֹ וְעִם כָּל יִשְׂרָאֵל אֶחָיו וַאֱחיוֹתַיו. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. הַנּוֹתֵן לַיָּעֵף כֹּחַ.
אֵל שוֹמֶעֶ תְּפִילָּה וְחַפֶץ בַּחַיִּים, יְהִי רָצוֹן שֶרִגְשֵי הַאֲחַווָה וְהַעַרְבוּת הַהַדָדִית הַעֹטְפוֹת אֶת עַמְךָ יִשְרָאֵל בְּיָמִים אֶלֵּה יתקימו בַּנוּ גַּם בַּיָמִים הַבַֹאִים, וְשֶהַמַאֲמָר "כָּל הַמְקָיֶים נֶפֶש אֲחַת מַעֲלִים עַלַיו כְּאִילּוּ קִייֵם עוּלֶם מַלֵא" יָמְשִיךְ לְהַדְרִיךְ אֶת הַמְדִינָה, רֹאשֶיהַ, שַרֵיהַ וְאֱזְרַחֵיהַ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. עוֹטֶר יִשְרָאֵל בְּתִּפְאַרָה.
רִבּוֹן הָעוֹלָמִים, אֵל שִׂמְחַת גִּילֵנוּ, יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ שֶׁעֵקֶב פִּדְיוֹנוֹ של גלעד שליט לֹא יְאֻנּוּ כָּל פֶּגַע אוֹ רָעָה לִבְנֵי עַמֶּךָ לֹא בַּשָּׁנָה הַזֹּאת וְלֹא בְּכָל הַשָּׁנִים הַבָּאוֹת עָלֵינוּ לְטוֹבָה, אֶלָּא פְּרֹשׂ בְּרַחֲמֶיךָ הָרַבִּים סֻכַּת רַחֲמִים וְחַיִּים וְשָׁלוֹם, עָלֵינוּ, וְעַל כָּל יִשְרָאֵל, וְעַל כָּל יֹּשְבֵי תֶבֶל. וְכֵן יְהִי רָצוֹן וְנֹאמַר אָמֵן. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְמַן הַזֶּה.
התפילה נכתבה על בסיס תפילות ההודיה של כנסת הרבנים של התנועה המסורתית ותפילתו של הרב יהורם מזור (העבודה שבלב – המרכז להתחדשות התפילה)
תפילת הודיה על שחרורו של גלעד שליט
לְהוֹצִיא מִמַּסְגֵּר אַסִּיר, מִבֵּית כֶּלֶא יֹשְׁבֵי חֹשֶׁךְ.
זֶה הַיּוֹם עָשָׂה יְהוָה, נָגִילָה וְנִשְׂמְחָה בוֹ.
אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, בְּיוֹם גָּדוֹל זֶה, זְמַן שִׂמְחָתֵנוּ, אָנוּ נוֹשְׂאִים לְבָבֵנוּ אֶליך בְּגִילָה וּבְשִׂמְחָה, בִּרְעָדָה וּבְהוֹדָיָה עַל חַסְדְּךָ הַגָּדוֹל שֶׁעָשִׂיתָ עִם גִּלְעָד בֶּן אֲבִיבָה וְנֹעַם וְעִם כָּל עַם יִשְֹרָאֵל, שֶׁהֲשִׁיבוֹתָ אוֹתוֹ בְשָׁלוֹם מִשִּׁבְיוֹ לְמִשְׁפַּחְתּוֹ וּלְאַרְצוֹ וּלְעַמּוֹ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם, מַתִיר אַסוּרִים.
נִרְגַּשִים אֲנוּ כִּי הִתְקָיְמָה בּוֹ וּבַנּוּ דִבְרֵי הַנַבִיא ירמיהו: "מִנְעִי קוֹלֵךְ מִבֶּכִי וְעֵינַיִךְ מִדִּמְעָה כִּי יֵשׁ שָׂכָר לִפְעֻלָּתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ מֵאֶרֶץ אוֹיֵב: וְיֵשׁ תִּקְוָה לְאַחֲרִיתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ בָנִים לִגְבוּלָם". בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. אוֹזֶר יִשְרָאֵל בִּגְבוּרָה.
יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ, יהוה אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, שֶׁבְּיוֹם זֶה וּבְכָל הַיָּמִים הַבָּאִים יֵדַע הַשָּׁבוּי שֶׁנִּפְדָה שִׂמְחָה בַּלֵּב וְשַׁלְוָה בַּנֶּפֶשׁ וְהַצְלָחָה בְּכָל מַעֲשֵׂה יָדָיו, יַחַד עִם כָּל בְּנֵי מִשְׁפַּחְתּוֹ וְעִם כָּל יִשְׂרָאֵל אֶחָיו וַאֱחיוֹתַיו. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. הַנּוֹתֵן לַיָּעֵף כֹּחַ.
אֵל שוֹמֶעֶ תְּפִילָּה וְחַפֶץ בַּחַיִּים, יְהִי רָצוֹן שֶרִגְשֵי הַאֲחַווָה וְהַעַרְבוּת הַהַדָדִית הַעֹטְפוֹת אֶת עַמְךָ יִשְרָאֵל בְּיָמִים אֶלֵּה יתקימו בַּנוּ גַּם בַּיָמִים הַבַֹאִים, וְשֶהַמַאֲמָר "כָּל הַמְקָיֶים נֶפֶש אֲחַת מַעֲלִים עַלַיו כְּאִילּוּ קִייֵם עוּלֶם מַלֵא" יָמְשִיךְ לְהַדְרִיךְ אֶת הַמְדִינָה, רֹאשֶיהַ, שַרֵיהַ וְאֱזְרַחֵיהַ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. עוֹטֶר יִשְרָאֵל בְּתִּפְאַרָה.
רִבּוֹן הָעוֹלָמִים, אֵל שִׂמְחַת גִּילֵנוּ, יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ שֶׁעֵקֶב פִּדְיוֹנוֹ של גלעד שליט לֹא יְאֻנּוּ כָּל פֶּגַע אוֹ רָעָה לִבְנֵי עַמֶּךָ לֹא בַּשָּׁנָה הַזֹּאת וְלֹא בְּכָל הַשָּׁנִים הַבָּאוֹת עָלֵינוּ לְטוֹבָה, אֶלָּא פְּרֹשׂ בְּרַחֲמֶיךָ הָרַבִּים סֻכַּת רַחֲמִים וְחַיִּים וְשָׁלוֹם, עָלֵינוּ, וְעַל כָּל יִשְרָאֵל, וְעַל כָּל יֹּשְבֵי תֶבֶל. וְכֵן יְהִי רָצוֹן וְנֹאמַר אָמֵן. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְמַן הַזֶּה.
התפילה נכתבה על בסיס תפילות ההודיה של כנסת הרבנים של התנועה המסורתית ותפילתו של הרב יהורם מזור (העבודה שבלב – המרכז להתחדשות התפילה)
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Uri Lam
Declaração da WUPJ (World Union for Progressive Judaism) sobre a libertação de Guilad Shalit
A World Union fro Progressive Judaism, que representa 1,8 milhão de judeus em todo o mundo, está extremamente feliz em dar as boas vindas a Guilad Shalit de volta para casa, para Israel e para sua família.
Após cinco anos de cativeiro, o pesadelo finalmente passou e a WUPJ deseja a Guilad Shalit e à sua família e amigos uma passagem tranquila de volta à normalidade.
Muitos países e muita gente esteve envolvida nas negociações que levaram à libertação de Shalit e que, nesse espírito de cooperação, possamos rezar para que seja gerada a boa vontade na direção de uma futura estabilidade na região.
Neste tempo de alegria, no entanto, devemos fazer uma pausa para refletir sobre o enorme preço que Israel pagou para obter a libertação de Guilad Shalit. Nossos pensamentos se voltam para as famílias das vítimas de alguns dos terroristas que foram soltos nesta troca de prisioneiros. A WUPJ entende suas dúvidas, mas esperamos que este gesto simbólico possa superar seus medos e preocupações.
Que nós possamos ver, neste novo ano judaico de 5772, esperança e recomeço.
Rabino Stephen Lewis Fuchs
Presidente da World Union for Progressive Judaism
Michael Grabiner
Chair da World Union for Progressive Judaism
Somado a esta declaração, o rabino Stephen Fuchs juntou-se à declaração feita por líderes da Comunidade Judaica Reformista Norte Americana:
Every bee that brings the honey
Needs a sting to be complete
And we all must learn to taste the bitter with the sweet.
Cada abelha que traz o mel
Precisa de uma picada para ser completa
E devemos todos aprender a sentir o amargo com o doce.
Estas palavras da cantora israelense Naomi Shemer expressam nossas emoções hoje após a libertação de Guilad Shalit. Nós sempre devemos manter junto a nós com carinho aqueles cujas vidas foram prematuramente interrompidas por aqueles que foram libertados da prisão neste mesmo dia em que nos alegramos com a família Shalit, com Israel e com o Povo Judeu pelo retorno de Guilad.
Rabino Eric Yoffie
Presidente da URJ (Union for Reform Judaism)
Rabino David Ellenson
Presidente do HUC-JIR (Hebrew Union College-Jewish Institute of Religion)
Rabino Steven Fox
Chefe Executivo da CCAR (Central Conference of American Rabbis)
Rabino Daniel Allen
Diretor Executivo da ARZA (Association of Reform Zionists of America)
Rabino Stephen Lewis Fuchs
Presidente da WUPJ (World Union for Progressive Judaism)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Dezoito ou Dezenove Bênçãos? A Bircat haMinim
Uri Lam
Há diversas orações que compõem o sidur, o livro judaico de orações, que muitos israelenses dizem que se os judeus que vivem fora de Israel - e que porventura não compreendam bem o hebraico - entendessem o que estão rezando, deixariam de rezar certas passagens.
Isso faz sentido em várias orações, mas na minha opinião, não é o caso da polêmica "Benção (contra) os "maldosos". Tanta polêmica que em muitas versões censuradas do Talmud (pelos que perseguiam os judeus) ela aparece como "Benção (contra) os Tsadukim (saduceus)", tradicionais adversários dos Prushim (fariseus) nos tempos talmúdicos, há cerca de 2 mil anos.
Mas é bem provável que esta oração tenha se dirigido à seita cristã que surgia no período ao redor da destruição do 2o Templo de Jerusalém. Hoje há um diálogo saudável e próspero entre lideranças do povo judeu e de diversos setores da religião cristã, que entendem que judaísmo e cristianismo têm crenças diferentes e os últimos não buscam mais, em boa parte (com raras e triste exceções) querer converter judeus ao cristianismo nem buscar convencer os judeus que é possível ser judeu e acreditar em Jesus como o Messias.
E não era esta a realidade nos tempos imediatamente posteriores à destruição do Templo Sagrado. para a então recém-criada seita cristã (que anos mais tarde se constituiria numa religião organizada), segundo o rabino Beniamin Lau (em seu livro "Chachamim"- Os Sábios, vol. 2, em hebraico), a destruição do Templo, centro da vida judaica de então, era um sinal mais do que claro de que o "povo de Israel terreno" havia sido abandonado por Deus graças aos seus pecados. E que deveriam espalhar as "boas novas" de que uma "nova Israel" surgira, e Jesus era seu Messias.
Embora a maioria dos cristãos pós-Templo nada tenha a ver com o povo judeu - adotaram o cristianismo através do trabalho missionario de Paulo de Tarso entre diversos povos nos arredores - uma parcela bem menor de judeus havia adotado as novas crenças e tinha, segundo o rabino Lau, constrangiam e ameaçavam os valores judaicos preservados a duras penas pela geração de Iavne. Rabi Gamliel, com o intuito de deixar claro o quanto a presença daqueles não era bem vista nos novos centros de estudos e sinagogas, bem como para que os judeus não fossem confundidos com os Maaminê Ieshu haNotsri (os crentes em Jesus, o Nazareno) pelos romanos - era época também de perseguição romana aos cristãos, que só mais tarde se converteriam ao cristianismo, dando origem ao Catolicismo - propôs a instituição de uma nova benção, a ser integrada às tradicionais Dezoito Bênçãos que formavam a principal oração judaica até então.
Conforme o rabino B. Lau, esta oração deixava bem claro a todos os que vinham às sinagogas - não para visitar, mas para converter judeus à nova crença - que para isso eles não eram bem vindos.
Dezoito bênçãos falam de agradecimento aos nossos antepassados, por terem nos legado uma tradição tão rica e bela, pedidos por saúde, prosperidade e paz. Mas como os rabinos não são bobos, a última benção acrescentada às demais dezoito da Amidá representa claramente que aqueles que nos querem mal - e querer nos fazer acreditar no que não acreditamos é nos fazer mal - não são bem vindos à nossa casa.
Bastante atual esta inclusão. Ainda hoje há aqueles que querem se passar por judeus - e acham que estão nos fazendo um bem - para levar aos judeus uma mensagem que não é nossa. Para estes foi criada pelo modesto Shimon haKatan a Bircat HaMinim e só prá estes. Como diz o rabino B. Lau, continuam não sendo bem vindos.
abaixo uma tradução simplificada e informal da passagem do Talmud que conta um pouco desta historia. Quando tiver tempo, conto como um dos sábios abaixo, Rabi Eliezer, foi confundido com os "minim" (Maaminê Yeshu Hanotsri) e levado à "polícia" da época pelos romanos e de como ele escapou desta fria.
boa leitura!
Talmud Bavli, Brachot 28b
versão informal e explicada: Uri Lam, fev. 2011
Eram os tempos da Mishná... (antes da destruição do 2o Templo)
Estavam reunidos, estudando juntos, um grupo de sábios. O tema do dia eram as Shemone Esre, as Dezoito Bênçãos, oração central dos serviços religiosos judaicos da semana.
Uri Lam
Há diversas orações que compõem o sidur, o livro judaico de orações, que muitos israelenses dizem que se os judeus que vivem fora de Israel - e que porventura não compreendam bem o hebraico - entendessem o que estão rezando, deixariam de rezar certas passagens.
Isso faz sentido em várias orações, mas na minha opinião, não é o caso da polêmica "Benção (contra) os "maldosos". Tanta polêmica que em muitas versões censuradas do Talmud (pelos que perseguiam os judeus) ela aparece como "Benção (contra) os Tsadukim (saduceus)", tradicionais adversários dos Prushim (fariseus) nos tempos talmúdicos, há cerca de 2 mil anos.
Mas é bem provável que esta oração tenha se dirigido à seita cristã que surgia no período ao redor da destruição do 2o Templo de Jerusalém. Hoje há um diálogo saudável e próspero entre lideranças do povo judeu e de diversos setores da religião cristã, que entendem que judaísmo e cristianismo têm crenças diferentes e os últimos não buscam mais, em boa parte (com raras e triste exceções) querer converter judeus ao cristianismo nem buscar convencer os judeus que é possível ser judeu e acreditar em Jesus como o Messias.
E não era esta a realidade nos tempos imediatamente posteriores à destruição do Templo Sagrado. para a então recém-criada seita cristã (que anos mais tarde se constituiria numa religião organizada), segundo o rabino Beniamin Lau (em seu livro "Chachamim"- Os Sábios, vol. 2, em hebraico), a destruição do Templo, centro da vida judaica de então, era um sinal mais do que claro de que o "povo de Israel terreno" havia sido abandonado por Deus graças aos seus pecados. E que deveriam espalhar as "boas novas" de que uma "nova Israel" surgira, e Jesus era seu Messias.
Embora a maioria dos cristãos pós-Templo nada tenha a ver com o povo judeu - adotaram o cristianismo através do trabalho missionario de Paulo de Tarso entre diversos povos nos arredores - uma parcela bem menor de judeus havia adotado as novas crenças e tinha, segundo o rabino Lau, constrangiam e ameaçavam os valores judaicos preservados a duras penas pela geração de Iavne. Rabi Gamliel, com o intuito de deixar claro o quanto a presença daqueles não era bem vista nos novos centros de estudos e sinagogas, bem como para que os judeus não fossem confundidos com os Maaminê Ieshu haNotsri (os crentes em Jesus, o Nazareno) pelos romanos - era época também de perseguição romana aos cristãos, que só mais tarde se converteriam ao cristianismo, dando origem ao Catolicismo - propôs a instituição de uma nova benção, a ser integrada às tradicionais Dezoito Bênçãos que formavam a principal oração judaica até então.
Conforme o rabino B. Lau, esta oração deixava bem claro a todos os que vinham às sinagogas - não para visitar, mas para converter judeus à nova crença - que para isso eles não eram bem vindos.
Dezoito bênçãos falam de agradecimento aos nossos antepassados, por terem nos legado uma tradição tão rica e bela, pedidos por saúde, prosperidade e paz. Mas como os rabinos não são bobos, a última benção acrescentada às demais dezoito da Amidá representa claramente que aqueles que nos querem mal - e querer nos fazer acreditar no que não acreditamos é nos fazer mal - não são bem vindos à nossa casa.
Bastante atual esta inclusão. Ainda hoje há aqueles que querem se passar por judeus - e acham que estão nos fazendo um bem - para levar aos judeus uma mensagem que não é nossa. Para estes foi criada pelo modesto Shimon haKatan a Bircat HaMinim e só prá estes. Como diz o rabino B. Lau, continuam não sendo bem vindos.
abaixo uma tradução simplificada e informal da passagem do Talmud que conta um pouco desta historia. Quando tiver tempo, conto como um dos sábios abaixo, Rabi Eliezer, foi confundido com os "minim" (Maaminê Yeshu Hanotsri) e levado à "polícia" da época pelos romanos e de como ele escapou desta fria.
boa leitura!
Talmud Bavli, Brachot 28b
versão informal e explicada: Uri Lam, fev. 2011
Eram os tempos da Mishná... (antes da destruição do 2o Templo)
Estavam reunidos, estudando juntos, um grupo de sábios. O tema do dia eram as Shemone Esre, as Dezoito Bênçãos, oração central dos serviços religiosos judaicos da semana.
No meio da conversa, Raban Gamliel afirmou: “Deve-se rezar as Shemone Esre todos os dias”. Mas como a cada dois judeus há três opiniões, entre os rabinos não poderia ser diferente. Logo veio Rabi Iehoshua e contestou: “Não! Basta uma versão abreviada, a Meêin Shemone Esre”.
Rabi Akiva sorriu para os colegas e contemporizou: “Bem, se ele tiver a reza na ponta da língua, que recite as Dezoito Bênçãos completas. Mas se não souber tudo bem, reza a versão abreviada, qual é o problema?”.
Rabi Eliezer aproximou-se e disse: “Não sei não... desconfio de que se uma pessoa reza todos os dias a mesma coisa de modo fixo, suas preces perdem o sentido...”.
Rabi Iehoshua veio defender sua posição e a contextualizou: “Queridos amigos, vivemos tempos perigosos. muitos de nós já fomos assassinados. E se um judeu estiver passando por um lugar perigoso, o que deve fazer? Parar e rezar todas as Dezoito Bênçãos?! Correrá risco de vida! Basta que reze a versão abreviada e no final diga: ‘Eterno, salve o Teu povo, os remanescentes de Israel. Em toda situação pela qual passarem, que suas necessidades sejam atendidas por Ti. Bendito sejas Eterno, que escutas a tefilá.” (...)
Um bom tempo depois, na época da Guemará... (depois da destruição do 2o Templo)
Rabi Akiva sorriu para os colegas e contemporizou: “Bem, se ele tiver a reza na ponta da língua, que recite as Dezoito Bênçãos completas. Mas se não souber tudo bem, reza a versão abreviada, qual é o problema?”.
Rabi Eliezer aproximou-se e disse: “Não sei não... desconfio de que se uma pessoa reza todos os dias a mesma coisa de modo fixo, suas preces perdem o sentido...”.
Rabi Iehoshua veio defender sua posição e a contextualizou: “Queridos amigos, vivemos tempos perigosos. muitos de nós já fomos assassinados. E se um judeu estiver passando por um lugar perigoso, o que deve fazer? Parar e rezar todas as Dezoito Bênçãos?! Correrá risco de vida! Basta que reze a versão abreviada e no final diga: ‘Eterno, salve o Teu povo, os remanescentes de Israel. Em toda situação pela qual passarem, que suas necessidades sejam atendidas por Ti. Bendito sejas Eterno, que escutas a tefilá.” (...)
Um bom tempo depois, na época da Guemará... (depois da destruição do 2o Templo)
Estavam reunidos, estudando juntos, um grupo de sábios. O tema do dia eram as Shemone Esre, as Dezoito Bênçãos, oração central dos serviços religiosos judaicos da semana. O tempo passa, e os judeus continuam estudando o que lhes foi legado por herança pelas gerações passadas, desde os tempos de Moisés no Sinai... não! Desde Avraham Avinu! Não, desde sempre! Bom, esta é outra discussão... mas vamos ao tema do dia:
Pergunta: A que correspondem as Dezoito Bênçãos?
Rabi Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani, disse: “Pelo que aprendi, corresponde às dezoito menções ao Nome de Deus feitas pelo Rei David no Salmo 29 (Havu L’Ad-nai, benê elim)".
Rabi Iossef contestou: “Aprendi outra coisa, e me parece que a minha tradição é mais antiga do que a sua. Elas correspondem na verdade às dezoito menções ao Nome de Deus feitas na leitura do Shemá”.
Rabi Tanchum aproximou-se e comentou, daquilo que aprendeu com Rabi Iehoshua bar Levi: Amigos, quando rezamos, aprendemos que devemos rezar com todos os nossos ossos, lembram-se? Corresponde às dezoito vértebras da coluna espinhal". E ele continuou: "Quando formos rezar as Dezoito Bênçãos, devemos movimentar toda a coluna e nos abaixarmos até a última vértebra!"
Ula disse: “Não precisa. Basta se curvar até a altura do coração, de modo que possa ver, por exemplo, uma pequena moeda no chão”.
Rabi Chanina foi mais longe: “Basta curvar a cabeça”.
E Raba arrematou: “Sim, mas só se não lhe causar dores”.
E são mesmo Dezoito Bênçãos?!
Pergunta: A que correspondem as Dezoito Bênçãos?
Rabi Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani, disse: “Pelo que aprendi, corresponde às dezoito menções ao Nome de Deus feitas pelo Rei David no Salmo 29 (Havu L’Ad-nai, benê elim)".
Rabi Iossef contestou: “Aprendi outra coisa, e me parece que a minha tradição é mais antiga do que a sua. Elas correspondem na verdade às dezoito menções ao Nome de Deus feitas na leitura do Shemá”.
Rabi Tanchum aproximou-se e comentou, daquilo que aprendeu com Rabi Iehoshua bar Levi: Amigos, quando rezamos, aprendemos que devemos rezar com todos os nossos ossos, lembram-se? Corresponde às dezoito vértebras da coluna espinhal". E ele continuou: "Quando formos rezar as Dezoito Bênçãos, devemos movimentar toda a coluna e nos abaixarmos até a última vértebra!"
Ula disse: “Não precisa. Basta se curvar até a altura do coração, de modo que possa ver, por exemplo, uma pequena moeda no chão”.
Rabi Chanina foi mais longe: “Basta curvar a cabeça”.
E Raba arrematou: “Sim, mas só se não lhe causar dores”.
E são mesmo Dezoito Bênçãos?!
Rabi Levi disse: "Tem mais uma, a Bircat haMinim. Mas ela só foi instituída em Iavne, depois da destruição do 2º Templo, quando as perseguições romanas aumentaram e, como se isso não bastasse, passamos a ter entre nós gente que vem e tenta nos convencer de que agora vivemos um novo tempo, em que não é preciso mais fazer brit milá (circuncisão ritual), nem mitsvot (mandamentos religiosos), nem nada. Basta acreditar que o Mashiach já veio! Meus colegas, nestes tempos cruciais, a Bircat haMinim é parte integrante de nossas orações. Que Deus nos proteja - destes e daqueles!"
Os outros se olharam e perguntaram: "Mas ela corresponde a que?"
Rabi Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani, disse: “Corresponde a “El hacavod hir’im, do Salmo 29 do Rei David".
Os demais se olharam novamente e entenderam o recado. Hir'im, se lido de outro modo, soava como "haraím", os maus. A benção buscava proteger os judeus daqueles que, de um modo ou de outro, não os queriam bem, ou não os aceitavam como eram, com suas crenças e tradições já milenares.
Rav Iossef reforçou o sentido e afirmou: "Ela corresponde ao “Echad” (Um) da leitura do Shemá! Para deixar claro a quem entrar em nossas sinagogas e centros de estudos que para Israel, o Eterno é nosso Deus - e nosso Deus é Um só".
Rabi Tanchum relembrou e reforçou o que dissera antes, daquilo que aprendeu com Rabi Iehoshua ben Levi: “Corresponde a uma pequena vertebra no fim da espinha. Devemos nos abaixar até lá, até a última. E se doer? é para nos lembrarmos de que existem dores piores que não estamos dispostos a suportar".
Nossos sábios ensinaram que Shimon HaPaculi foi quem organizou as Dezoito Bênçãos originais, diante de Raban Gamliel, em Iavne.
Raban Gamliel perguntou aos sábios: “Não tem ninguém que possa compor a Bircat haMinim? Ela não deve ser uma benção vinda de outro lugar que não seja do coração. Não queremos mal aos outros, somente queremos distância daqueles que não nos querem bem. Quem se voluntaria?"
Shmuel HaKatan, o Pequeno, levantou-se e se voluntariou a compor a Bircat haMinim.
Conta-se que no ano seguinte ele a esqueceu e não a pronunciou. mas isto é uma outra história.
Os outros se olharam e perguntaram: "Mas ela corresponde a que?"
Rabi Hilel, filho de Rabi Shmuel bar Nachmani, disse: “Corresponde a “El hacavod hir’im, do Salmo 29 do Rei David".
Os demais se olharam novamente e entenderam o recado. Hir'im, se lido de outro modo, soava como "haraím", os maus. A benção buscava proteger os judeus daqueles que, de um modo ou de outro, não os queriam bem, ou não os aceitavam como eram, com suas crenças e tradições já milenares.
Rav Iossef reforçou o sentido e afirmou: "Ela corresponde ao “Echad” (Um) da leitura do Shemá! Para deixar claro a quem entrar em nossas sinagogas e centros de estudos que para Israel, o Eterno é nosso Deus - e nosso Deus é Um só".
Rabi Tanchum relembrou e reforçou o que dissera antes, daquilo que aprendeu com Rabi Iehoshua ben Levi: “Corresponde a uma pequena vertebra no fim da espinha. Devemos nos abaixar até lá, até a última. E se doer? é para nos lembrarmos de que existem dores piores que não estamos dispostos a suportar".
Nossos sábios ensinaram que Shimon HaPaculi foi quem organizou as Dezoito Bênçãos originais, diante de Raban Gamliel, em Iavne.
Raban Gamliel perguntou aos sábios: “Não tem ninguém que possa compor a Bircat haMinim? Ela não deve ser uma benção vinda de outro lugar que não seja do coração. Não queremos mal aos outros, somente queremos distância daqueles que não nos querem bem. Quem se voluntaria?"
Shmuel HaKatan, o Pequeno, levantou-se e se voluntariou a compor a Bircat haMinim.
Conta-se que no ano seguinte ele a esqueceu e não a pronunciou. mas isto é uma outra história.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Ora vereador, vá plantar batatas
Retirei o link da radio campinas cultura sobre a denuncia de racismo contra o vereador do PMN Campinas, Francisco Antonio dos Santos, que pergunta em seu twitter se alguém ja viu judeu plantar batatas (certamente ele nunca esteve em Israel, nem tem ideia do que sejam judeus ashkenazim, que sabem muito bem o que é plantar batatas e as delícias que podemos fazer com elas) e que afirma claramente que judeus podem ser encontrados como atravessadores, com os bolsos cheio de dólares. Em seu "pedido de desculpas", diz que foi mal interpretado, pois referia-se ao mercado do "dólar furado", ao mercado especulativo - que como se sabe, diz ele, é composto em sua maioria por judeus. A justificativa nos remete de volta à afirmação racista e antissemita de que os judeus exploram a economia mundial e não se dispõem a trabalhar a terra - típico do discurso antissemita.
Fica a notícia, e vamos acompanhar até onde chega a justa acusação de racismo protocolada pela comunidade judaica de Campinas, pelo querido amigo Marcelo Firer, com o apoio do amigo Paulo Mariante, da Ong Identidade, um combatente de todo tipo de discriminação e racismo, seja contra judeus, homossexuais, mulheres ou qualquer grupo social sujeito à lamentável discriminação.
Retirei o link da radio campinas cultura sobre a denuncia de racismo contra o vereador do PMN Campinas, Francisco Antonio dos Santos, que pergunta em seu twitter se alguém ja viu judeu plantar batatas (certamente ele nunca esteve em Israel, nem tem ideia do que sejam judeus ashkenazim, que sabem muito bem o que é plantar batatas e as delícias que podemos fazer com elas) e que afirma claramente que judeus podem ser encontrados como atravessadores, com os bolsos cheio de dólares. Em seu "pedido de desculpas", diz que foi mal interpretado, pois referia-se ao mercado do "dólar furado", ao mercado especulativo - que como se sabe, diz ele, é composto em sua maioria por judeus. A justificativa nos remete de volta à afirmação racista e antissemita de que os judeus exploram a economia mundial e não se dispõem a trabalhar a terra - típico do discurso antissemita.
Fica a notícia, e vamos acompanhar até onde chega a justa acusação de racismo protocolada pela comunidade judaica de Campinas, pelo querido amigo Marcelo Firer, com o apoio do amigo Paulo Mariante, da Ong Identidade, um combatente de todo tipo de discriminação e racismo, seja contra judeus, homossexuais, mulheres ou qualquer grupo social sujeito à lamentável discriminação.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
14 De Dezembro de 2010
Ao Primeiro-Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu
Gabinete do Primeiro-Ministro
Kiryat Hamemshalá
Jerusalem, Israel
Prezado Sr. Primeiro-Ministro,
Nós estamos profundamente gratos a você, como já dissemos anteriormente, por sua posição sobre o Projeto de Lei sobre conversões do parlamentar da Knesset, David Rotem, que foi apresentado no verão passado. A sua boa vontade em pedir um “congelamento” para esta legislação a fim de encontrar uma solução aceitável para todos os lados foi saudada por nós e pelos judeus em todo o mundo.
Nós também queremos expressar o nosso forte apoio aos esforços atuais do parlamentar Rotem para preservar as possibilidades de conversão para aqueles que servem na Tzahal (Exército de Defesa de Israel).
No entanto, estamos muito preocupados com relatos de que os Projetos de Lei Rotem I e II estão sendo ligados e que o apoio para o primeiro projeto de lei será uma condição para que o segundo projeto de lei seja aprovado. Continuamos a ser fortemente contrários, em quaisquer circunstâncias, ao projeto de lei Rotem original tal como está escrito no momento. A grande maioria dos judeus americanos é contra esse projeto de lei, assim como a maioria dos judeus em todo o mundo.
Em seu emocionante discurso em Nova Orleans, o senhor expressou as suas próprias preocupações sobre a legislação e a necessidade de preservar a unidade judaica. Nas suas palavras: “Qualquer judeu, de qualquer denominação, terá sempre o direito de voltar para casa, para o Estado Judeu. Pluralismo religioso e tolerância sempre orientarão a minha política”, inspirou nossas comunidades.
Natan Sharansky, ao seu comando, tem feito um trabalho excepcional em tentar encontrar uma solução justa, e estamos ansiosos para ver este trabalho seguir adiante.
Você falou eloquentemente sobre os perigos com os quais Israel se confronta. Nossos movimentos, unidos a judeus de toda parte, trabalham todos os dias para defender Israel contra as ameaças de um Irã nuclear e das campanhas de demonização deslegitimação dirigidos contra o Estado Judeu.
Pedimos que você, Sr. Primeiro-Ministro, se oponha aos esforços legislativos que nos dividem. Nestes tempos perigosos para o Estado de Israel e para o Povo Judeu, trabalhemos naquilo que nos une.
União pelo Judaísmo Reformista (URJ)
Conferência Central dos Rabinos Americanos (CCAR)
Associação Reformista Sionista da América (ARZA)
União Mundial pelo Judaísmo Progressista (WUPJ)
Movimento Israelense pelo Judaísmo Progressista (IMPJ)
Federação Internacional de Sionistas Religiosos Reformistas e Progressistas (ARZENU)
Sinagoga Unida pelo Judaísmo Conservador
Assembleia Rabínica
Fundação Masorti
Movimento Masorti de Israel
MERCAZ USA
MERCAZ Olami
Conselho Mundial das Sinagogas Conservadoras/Masortis (Masorti Olami)
sábado, 19 de junho de 2010
Editorial do jornal Jerusalem Post
Os Judeus Perdidos - Charedim estão abandonando os verdadeiros valores judaicos
Tradução: Uri Lam
O abandono coletivo dos autênticos valores judaicos parece ter passado dos limites na comunidade charedi. Nada mais pode explicar o fenômeno de dezenas de milhares de fanáticos religiosos, vestidos com chapéus e casacos pretos, congregados sob um escaldante sol do meio-dia para lutar pelo direito de discriminar seus irmãos judeus.
Um grupo de famílias charedis (ultraortodoxas) na cidade de Emanuel tem se recusado diligentemente há meses a acatar a decisão da Supremo Tribunal de Justiça israelense, que reflete o que a Supremo Tribunal de Justiça americano no caso Brown X Conselho de Educação decidiu legislar em 1954: a segregação é injusta. As famílias ashkenazis de Emanuel, a maioria delas membros do movimento chassídico conhecido como Slonim, recusaram-se a integrar suas filhas, alunas do ensino fundamental, a um grupo de seus pares sefardis. Em vez disso, eles insistem em manter uma “quota” de meninas safardis de “qualidade” que compõe cerca de um quarto de todos os alunos da escola, separando-se do restante das alunas. Ao mesmo tempo, eles insistem em receber o custeio financeiro integral do Estado de Israel para o seu empreendimento educacional segregado.
Os muros dentro da escola e no playground, que antes separavam as áreas “ashkenazi” e “sefardi”, foram postas abaixo por ordem do Tribunal de Justiça. Em decorrência disso, as famílias ashkenazis, em violação à lei de educação obrigatória, recusaram-se a enviar suas filhas à escola. Tentativas de se chegar a um compromisso foram refutadas por ordem do rabino Aharon Barazovsky, líder dos Chassidim Slonim. As famílias foram multadas por terem ido contra a decisão da justiça, o que não surtiu nenhum efeito. Finalmente, os juízes perderam a paciência e ordenaram que mães e pais fossem para a prisão durante as últimas duas semanas do ano escolar.
Alguém pode argumentar que o tribunal de justiça foi imprudente ao mandar prender pais e mães obstinados, mesmo por um curto período. Verdade, eles receberão condições especiais na prisão, incluindo celas separadas, mas eles não são criminosos no sentido convencional. Eles são culpados manter o parecer – generalizado na comunidade charedi – de que os sefardim são culturalmente inferiores aos ashkenazim. Até mesmo alguns sefardim partilham deste parecer, o que explica por que muitos – incluindo proeminentes parlamentares do partido (ortodoxo sefardi) Shas – optarem por enviar seus filhos para escolas ashkenazis, enquanto ao mesmo tempo lutam para garantir a manutenção de uma forte maioria ashkenazi.
Enquanto isso, durante as manifestações em massa da última quinta-feira (17/06/2010), que reuniram mais de 100 mil em Jerusalém e em Bnei Brak, os líderes charedis, em uma percepção contorcida da história, compararam a decisão do Supremo Tribunal aos incidentes de repressão perpetrado pelos gregos, pelos romanos, pela Rússia czarista e até mesmo pela Alemanha nazista.
O rabino Yosef Efrati, um protégé do rabino Yossef Shalom Elyashiv, a mais importante autoridade haláchica viva para os ashkenazis ultraortodoxos, comparou a tentativa do Supremo Tribunal de reunir estudantes de diversos backgrounds a idólatras que se esforçam para obrigar judeus a se curvar para uma estátua (acusou-os de avodá zará).
Não, rabino Efrati, concordar em estudar com colegas judeus provenientes de formações culturais diferentes como condição para receber fundos estatais não é idolatria – é agir como mentsch – como gente. Mesmo que os Chassidim Slonim não se beneficiassem da ampla generosidade do Estado sionista, eles deveriam aceitar meninas do ensino fundamental diferentes deles mesmos – mesmo aquelas com um nível mais baixo de observância religiosa – como uma expressão de respeito para com seus correligionários judeus. Esta é a maneira pela qual agem o Chabad e os sionistas religiosos, entre outros.
Chamar este tipo de acordo de avodá zará, de idolatria, é uma distorção do judaísmo. Compará-la com a situação na Rússia czarista revela uma total falta de apreço pelo papel do Estado Judeu em ajudar o judaísmo ultraortodoxo a se reconstruir depois do Holocausto. Graças à segurança fornecida pela Tzahal, as Forças de Defesa de Israel, pelos generosos fundos disponibilizados por sucessivos governos e pela isenção desfrutada pelos jovens homens charedis da obrigação para servir a Tzahal, hoje em dia há mais judeus religiosos dedicando-se ao estudo da Torá em tempo integral do que jamais houve na história. E eles têm o privilégio de fazê-lo na Terra de Israel, graças aos sionistas seculares cuja iniciativa rompeu quase 2 mil anos de exílio humilhante.
Tampouco a comunidade charedi parece apreciar a democracia de Israel. Apesar do curto prazo, a polícia resguardou com todo o cuidado o direito da comunidade ultraortodoxa de protestar contra a decisão do Supremo Tribunal. Os líderes charedis estavam livres para criticar publicamente o Tribunal e o Estado. Se um dia o ultraortodoxos se tornarem a maioria em Israel, será que eles tratariam os grupos minoritários de forma tão justa? Pergunte às meninas sefardis que foram colocadas do muro para fora em Emanuel.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
DECLARAÇÃO POR ISRAEL E PELA PAZ
As comunidades judaicas da América Latina, representadas pelo Congresso Judaico Latino-americano, expressam seu pesar ante a violência e perda de vidas ocasionadas durante a ação do exército israelense no dia 31 de maio de 2010, através da qual teve que assumir o controle de um barco que se dirigia ilegalmente a Gaza.
Lamentamos que os organizadores desta ação política tenham se negado a utilizar os canais existentes para a entrega de ajuda humanitária na faixa de Gaza, tal como o fazem regularmente organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Nações Unidas. Isto mostra que a operação não tinha uma finalidade "humanitária", senão que buscava apoiar a organização terrorista Hamas, que nega a paz e o direito à existência do Estado de Israel. Como ficou evidenciado, muitos dos tripulantes destes barcos não eram pacifistas, mas provocadores e extremistas.É preocupante que grande parte da cobertura mediática internacional tenha omitido o contexto geral do conflito Palestino-Israelense, que serviu de marco de repercussão para este incidente. Consideramos fundamental que as partes deste conflito reconheçam o mútuo direito à sua existência como estados soberanos, vivendo em paz e segurança, um ao lado do outro. Nos encoraja uma visão de dois estados – um judeu e outro palestino – vivendo em paz e segurança, prosperando e iluminando o mundo com a contribuição de suas culturas. Contudo, ainda há quem acredite na solução de um estado no lugar do outro, convocando à aniquilação do Estado de Israel. Esta é a posição do grupo terrorista Hamas e de países como a República Islâmica do Irã, que apóiam e financiam o terrorismo.
O povo judeu se caracteriza por seu pluralismo e diversidade. Porém, em nossas comunidades impera um denominador comum: o apoio ao Estado de Israel. É inaceitável que, com o pretexto de criticar ações de seu governo, se questione sua legitimidade e direito à existência. É igualmente preocupante que sob a fachada do anti-israelismo se mascare una nova forma do velho antissemitismo.
A história de nossa região tem provado que a convivência entre judeus e árabes é possível. Desejamos compartilhar com o mundo esta mensagem, e não importar para a nossa região um conflito que é alheio. Imploramos para que os governos de nossos países participem na criação de condições para o diálogo, repudiando a condenação automática que não contribui para o entendimento entre as partes, e só fortalece os violentos que instigam ou desenvolvem as ações como esta que hoje lamentamos.
Congreso Judío Latinoamericano | Congresso Judaico Latino Americano | Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas | Asociación Mutual Israelita Argentina | Círculo Israelita de La Paz – Bolivia | Confederação Israelita do Brasil | Comunidad Judía de Chile | Confederación de Comunidades Judías de Colombia | Centro Israelita Sionista de Costa Rica | Congregación B'nei Israel de Costa Rica | Comunidad Judía del Ecuador | Comunidad Israelita de El Salvador | Comunidad Judía de Guatemala | Comunidad Judía de Honduras | Comité Central de la Comunidad Judía de México | Congregación Israelita de Nicaragua | Congreso Judío Panameño | Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá | Comité Representativo Israelita del Paraguay | Asociación Judía del Perú | Comité Central Israelita del Uruguay | Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela | Federación Sefaradí Latinoamericano | Confederación Latinoamericana Maccabi | WIZO – Latinoamérica | Na’amat | Consejo Internacional de Mujeres Judías | COSLA - Confederación Sionista Latinoamericana.
As comunidades judaicas da América Latina, representadas pelo Congresso Judaico Latino-americano, expressam seu pesar ante a violência e perda de vidas ocasionadas durante a ação do exército israelense no dia 31 de maio de 2010, através da qual teve que assumir o controle de um barco que se dirigia ilegalmente a Gaza.
Lamentamos que os organizadores desta ação política tenham se negado a utilizar os canais existentes para a entrega de ajuda humanitária na faixa de Gaza, tal como o fazem regularmente organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Nações Unidas. Isto mostra que a operação não tinha uma finalidade "humanitária", senão que buscava apoiar a organização terrorista Hamas, que nega a paz e o direito à existência do Estado de Israel. Como ficou evidenciado, muitos dos tripulantes destes barcos não eram pacifistas, mas provocadores e extremistas.É preocupante que grande parte da cobertura mediática internacional tenha omitido o contexto geral do conflito Palestino-Israelense, que serviu de marco de repercussão para este incidente. Consideramos fundamental que as partes deste conflito reconheçam o mútuo direito à sua existência como estados soberanos, vivendo em paz e segurança, um ao lado do outro. Nos encoraja uma visão de dois estados – um judeu e outro palestino – vivendo em paz e segurança, prosperando e iluminando o mundo com a contribuição de suas culturas. Contudo, ainda há quem acredite na solução de um estado no lugar do outro, convocando à aniquilação do Estado de Israel. Esta é a posição do grupo terrorista Hamas e de países como a República Islâmica do Irã, que apóiam e financiam o terrorismo.
O povo judeu se caracteriza por seu pluralismo e diversidade. Porém, em nossas comunidades impera um denominador comum: o apoio ao Estado de Israel. É inaceitável que, com o pretexto de criticar ações de seu governo, se questione sua legitimidade e direito à existência. É igualmente preocupante que sob a fachada do anti-israelismo se mascare una nova forma do velho antissemitismo.
A história de nossa região tem provado que a convivência entre judeus e árabes é possível. Desejamos compartilhar com o mundo esta mensagem, e não importar para a nossa região um conflito que é alheio. Imploramos para que os governos de nossos países participem na criação de condições para o diálogo, repudiando a condenação automática que não contribui para o entendimento entre as partes, e só fortalece os violentos que instigam ou desenvolvem as ações como esta que hoje lamentamos.
Congreso Judío Latinoamericano | Congresso Judaico Latino Americano | Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas | Asociación Mutual Israelita Argentina | Círculo Israelita de La Paz – Bolivia | Confederação Israelita do Brasil | Comunidad Judía de Chile | Confederación de Comunidades Judías de Colombia | Centro Israelita Sionista de Costa Rica | Congregación B'nei Israel de Costa Rica | Comunidad Judía del Ecuador | Comunidad Israelita de El Salvador | Comunidad Judía de Guatemala | Comunidad Judía de Honduras | Comité Central de la Comunidad Judía de México | Congregación Israelita de Nicaragua | Congreso Judío Panameño | Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá | Comité Representativo Israelita del Paraguay | Asociación Judía del Perú | Comité Central Israelita del Uruguay | Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela | Federación Sefaradí Latinoamericano | Confederación Latinoamericana Maccabi | WIZO – Latinoamérica | Na’amat | Consejo Internacional de Mujeres Judías | COSLA - Confederación Sionista Latinoamericana.
domingo, 6 de junho de 2010
Ana Luiza, a médica brasileira no Exército de Israel e a Flotilha
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam
------------------------------
Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam
------------------------------
Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
We are the World 2: Cale a boca e volte para Auschwitz
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
terça-feira, 1 de junho de 2010
Viagem de ajuda humanitária, pacífica... pacífica?
O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."
O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O Hamas tinha razão
Na semana passada os líderes terroristas do Hamas disseram que se os barcos que partiram para a praia de gaza conseguissem chegar, seria uma vitória, e se nao conseguissem, seria uma vitória do mesmo jeito. Infelizmente ele tinha razão. Com a morte de pelo menos 10 pessoas no confronto com a marinha israelense, que cumpriu o prometido e buscou impedir a entrada dos barcos em Gaza, vence o cinismo. Nada melhor do que vítimas para o Hamas inverter o espelho e mostrar Israel como desumano e terrorista.
Eles sabiam, eles tinham razao. O Hamas colocou Israel numa sinuca de bico. Se chegassem a Gaza, venciam. se não chegassem e, em consequência disso morresse gente - e não venha se dizer que eram mulheres, velhinhos e crianças, porque nao eram. Eram ativistas políticos identificados com algumas lideranças terroristas, alguns conhecidos como gente que provocou atentados no passado e matou gente, era gente que sabia o que estava fazendo, eram adultos, gente que sabia do risco que estava correndo. Um risco alto. se alguém achou que era uma brincadeira, descobriu que não, ninguém está brincando. Nem o Hamas, nem Israel.
Por que nao aceitar que a ajuda humanitária passasse por verificaçao em Ashdod? Ou alguem acha que Israel nao suspeita de bombas em meio a cadeiras de rodas, alimentos e etc.? Se nao havia nada de armamentos lá, por que nao passar por uma verificaçao, como se faz, aliás, sempre que se cruzam fronteiras, nos aeroportos, portos e fronteiras terrestres no mundo inteiro. Cruzaram fronteiras? Mostrem que estao cruzando de boa fé.
Mas o intuito nao era ajudar Gaza. O intuito era demonizar Israel. Conseguiram, a custa de vidas. Mas eu não diria vidas inocentes. Crianças... ei, você colocaria seu filho num tour hoje para Gaza? de jeito nenhum. adultos assumem seus riscos, mas colocar crianças nisso seria irresponsabilidade demais.
Seja como for, isso é lamentável, chocante, e levará a mais ódio e mais morte. Exatamente o que o Hamas queria.
Na semana passada os líderes terroristas do Hamas disseram que se os barcos que partiram para a praia de gaza conseguissem chegar, seria uma vitória, e se nao conseguissem, seria uma vitória do mesmo jeito. Infelizmente ele tinha razão. Com a morte de pelo menos 10 pessoas no confronto com a marinha israelense, que cumpriu o prometido e buscou impedir a entrada dos barcos em Gaza, vence o cinismo. Nada melhor do que vítimas para o Hamas inverter o espelho e mostrar Israel como desumano e terrorista.
Eles sabiam, eles tinham razao. O Hamas colocou Israel numa sinuca de bico. Se chegassem a Gaza, venciam. se não chegassem e, em consequência disso morresse gente - e não venha se dizer que eram mulheres, velhinhos e crianças, porque nao eram. Eram ativistas políticos identificados com algumas lideranças terroristas, alguns conhecidos como gente que provocou atentados no passado e matou gente, era gente que sabia o que estava fazendo, eram adultos, gente que sabia do risco que estava correndo. Um risco alto. se alguém achou que era uma brincadeira, descobriu que não, ninguém está brincando. Nem o Hamas, nem Israel.
Por que nao aceitar que a ajuda humanitária passasse por verificaçao em Ashdod? Ou alguem acha que Israel nao suspeita de bombas em meio a cadeiras de rodas, alimentos e etc.? Se nao havia nada de armamentos lá, por que nao passar por uma verificaçao, como se faz, aliás, sempre que se cruzam fronteiras, nos aeroportos, portos e fronteiras terrestres no mundo inteiro. Cruzaram fronteiras? Mostrem que estao cruzando de boa fé.
Mas o intuito nao era ajudar Gaza. O intuito era demonizar Israel. Conseguiram, a custa de vidas. Mas eu não diria vidas inocentes. Crianças... ei, você colocaria seu filho num tour hoje para Gaza? de jeito nenhum. adultos assumem seus riscos, mas colocar crianças nisso seria irresponsabilidade demais.
Seja como for, isso é lamentável, chocante, e levará a mais ódio e mais morte. Exatamente o que o Hamas queria.
domingo, 30 de maio de 2010
Mostra Shoá, Reflexões por um mundo mais tolerante - SESC Pompeia, imperdível
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
sábado, 8 de maio de 2010
Sou Judeu... (legendas em espanhol)
na coordenaçao, Kobi Oz, que lançou há pouco o CD Mizmorê Nevuchim, Os Cânticos dos Perplexos - num jogo de palavras com o Guia dos Perplexos de Maimonides, o Moré Nevuchim.
Ok, um tanto We Are the World demais para o meu gosto, mas quem sabe lembre a quem é judeu o que ele é, e que há mais de um modo de ser judeu.
Shavua tov, uma boa semana a todos.
na coordenaçao, Kobi Oz, que lançou há pouco o CD Mizmorê Nevuchim, Os Cânticos dos Perplexos - num jogo de palavras com o Guia dos Perplexos de Maimonides, o Moré Nevuchim.
Ok, um tanto We Are the World demais para o meu gosto, mas quem sabe lembre a quem é judeu o que ele é, e que há mais de um modo de ser judeu.
Shavua tov, uma boa semana a todos.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A delicada diferença entre Pessach e Páscoa
Nestes dias de Pessach e de Páscoa cristã acompanhamos alguns fatos constrangedores. Pressionado pela divulgação de escândalos de pedofilia nas últimas semanas, o frei Raniero Cantalamessa, uma grande liderança da Igreja Católica, em seu discurso diante do Papa e diante do mundo inteiro, comparou o ataque à igreja por conta dos casos de religiosos pedófilos à perseguição antisemita aos judeus - e colocou isso na boca de um "amigo judeu", que lhe teria escrito justamente isso. Tudo em plena Sexta Feira da Paixão. A declaração causou protestos pesados por parte não apenas de lideranças judaicas, mas também de famílias e organizações que combatem a impunidade aos padres pedófilos, fazendo com que o frei Cantalamessa se desculpasse poucos dias depois.
Talvez tenha ficado muito claro o quanto cristãos e judeus veem o mundo de ângulos diferentes, ainda que seja o mesmo mundo. Talvez Cantalamessa não tenha ideia do que seja, na pele, o antissemitismo. Se alguem foi atingido, violado, ferido violentamente, em algo que se compare às mortes causadas pelo antissemitismo em todos os tempos, estes foram as crianças violadas e suas famílias. Talvez Cantalamessa tenha se referido à condenação de todos os catolicos pro conta de alguns padres pedófilos - como se os crimes nazistas ou da Inquisição ou dos pogroms russos fossem uma punição a todos os judeus por conta de alguns judeus maldosos. Comparação infeliz, grotesca. Ele não feriu a sensibilidade do povo judeu, mas feriu a lógica e o bom senso humano.
Uma relação delicada
O diálogo judaico-cristão tem muitas historias de sucesso nos últimos anos, em particular com a Igreja Católica. Há mais de 40 anos atua um forum do diálogo cristão judaico no Brasil, com participação de padres, freiras e lideranças laicas católicas, bem como de rabinos e lideranças laicas judias, com bons frutos de convivência e respeito mútuo.
No entanto, talvez por falta de informação, algumas lideranças judaicas acabam se encontrando com lideranças cristãs interessadíssimas em fazer com que os judeus, esta gente teimosa, finalmente aceitem Jesus como seu Messias. Encontram-se com gente que pretende transformar o diálogo judaico-cristão em monólogo em nome de Jesus (estrategicamente chamado por eles em hebraico de Yeshua).
Há alguns anos, e provavelmente repete-se ainda hoje, um ex-membro da Knesset, o parlamento israelense, encontrou-se com líderes de grupos cristãos messiânicos que se identificam por nomes como judeus messiânicos, judeus por jesus, e por aí vai. Nos EUA, o berço dos movimentos messiânicos.
O encontro ocorreu em meio a outro, entre judeus e grupos cristãos protestantes/evangélicos pró-Israel nos Estados Unidos. A questão de termos amigos cristãos que defendam o Estado de Israel é vista com bons olhos e alegria. A questão é se no meio de gente bem intencionada, não há também grupos que veem nestes encontros um modo de tentarem se legitimar como "judeus em cristo", posando ao lado de lideranças judaicas que mal sabem com quem estão lidando, e assim abrir caminho para sua obra missionária de conversão de judeus, passsando a ideia de que é possível ser judeu e acreditar em Jesus como Messias, como se não houvesse nenhuma contradição inerente.
Foi o caso, provavelmente, do ex-parlamentar do Partido dos Aposentados Elhanan Glazer. Em 2008 participou, junto com outras lideranças judaicas, de um encontro nos EUA com grupos cristãos pró-Israel. Entre os convidados estava também o rabino Tovia Singer, notório defensor do povo judeu contra o assédio messiânico. Ao saber, porém, que no mesmo encontro falariam lideranças messiânicas, o rabino Singer, bem como o rabino Beny Elon, se recusaram a participar do evento e cancelaram a vinda ao encontro. Elhanan Glazer permaneceu.
Alguns grupos evangélicos de "judeus por jesus" têm se sentido mais confiantes para tentar espalhar o evangelho entre judeus quando contam, provavelmente de modo incauto, com visitas de parlamentares como as do senhor Elhanan Glazer - que é bom enfatizar, esteve no parlamento anterior, mas não conseguiu se reeleger e não é parlamentar da Knesset. Hoje Elhanan deixou o Partido dos Aposentados e tentou se eleger pelo partido de extrema-direita Tzomet nas últimas eleições, mas não obteve sucesso. Improvável imaginar que um judeu se considerasse admirador de uma pessoa que, ainda que por desinformação ou falta de tato, apoie grupos que pretendem fazer de nós algo que não somos.
Diálogo Judaico-Cristão sim. Monólogo, judeu-cristão, não
O tom da convivência pacífica entre judeus e cristãos deve se dar pelo diálogo, conhecimento mútuo, atividades de solidariedade e ajuda ao próximo. Mas que esteja sempre claro o que os une e os que os diferencia. Acreditar no amor ao próximo, em Deus, permite o diálogo e a atuação conjunta. Mas o afã de buscar nos fazer acreditar em Jesus como divindade ou Messias nos afasta. Mantenhamos, pois, o diálogo com quem quer o nosso bem do jeito que somos, e não "o nosso bem" ao se dedicarem a nos fazer um povo cristão. Nada contra os valores cristãos, mas como judeus, nosso destino, nossas práticas e crenças são outras.
Que continuemos nós, judeus, a celebrar sempre a nossa liberdade de sermos quem somos, a comemorarmos em Pessach a libertação do Egito, da escravidão, e que possamos seguir o nosso caminho em busca da Terra Prometida.
E que os cristãos continuem a comemorar a sua Páscoa celebrando a morte e renascimento de Jesus.
Nestes dias de Pessach e de Páscoa cristã acompanhamos alguns fatos constrangedores. Pressionado pela divulgação de escândalos de pedofilia nas últimas semanas, o frei Raniero Cantalamessa, uma grande liderança da Igreja Católica, em seu discurso diante do Papa e diante do mundo inteiro, comparou o ataque à igreja por conta dos casos de religiosos pedófilos à perseguição antisemita aos judeus - e colocou isso na boca de um "amigo judeu", que lhe teria escrito justamente isso. Tudo em plena Sexta Feira da Paixão. A declaração causou protestos pesados por parte não apenas de lideranças judaicas, mas também de famílias e organizações que combatem a impunidade aos padres pedófilos, fazendo com que o frei Cantalamessa se desculpasse poucos dias depois.
Talvez tenha ficado muito claro o quanto cristãos e judeus veem o mundo de ângulos diferentes, ainda que seja o mesmo mundo. Talvez Cantalamessa não tenha ideia do que seja, na pele, o antissemitismo. Se alguem foi atingido, violado, ferido violentamente, em algo que se compare às mortes causadas pelo antissemitismo em todos os tempos, estes foram as crianças violadas e suas famílias. Talvez Cantalamessa tenha se referido à condenação de todos os catolicos pro conta de alguns padres pedófilos - como se os crimes nazistas ou da Inquisição ou dos pogroms russos fossem uma punição a todos os judeus por conta de alguns judeus maldosos. Comparação infeliz, grotesca. Ele não feriu a sensibilidade do povo judeu, mas feriu a lógica e o bom senso humano.
Uma relação delicada
O diálogo judaico-cristão tem muitas historias de sucesso nos últimos anos, em particular com a Igreja Católica. Há mais de 40 anos atua um forum do diálogo cristão judaico no Brasil, com participação de padres, freiras e lideranças laicas católicas, bem como de rabinos e lideranças laicas judias, com bons frutos de convivência e respeito mútuo.
No entanto, talvez por falta de informação, algumas lideranças judaicas acabam se encontrando com lideranças cristãs interessadíssimas em fazer com que os judeus, esta gente teimosa, finalmente aceitem Jesus como seu Messias. Encontram-se com gente que pretende transformar o diálogo judaico-cristão em monólogo em nome de Jesus (estrategicamente chamado por eles em hebraico de Yeshua).
Há alguns anos, e provavelmente repete-se ainda hoje, um ex-membro da Knesset, o parlamento israelense, encontrou-se com líderes de grupos cristãos messiânicos que se identificam por nomes como judeus messiânicos, judeus por jesus, e por aí vai. Nos EUA, o berço dos movimentos messiânicos.
O encontro ocorreu em meio a outro, entre judeus e grupos cristãos protestantes/evangélicos pró-Israel nos Estados Unidos. A questão de termos amigos cristãos que defendam o Estado de Israel é vista com bons olhos e alegria. A questão é se no meio de gente bem intencionada, não há também grupos que veem nestes encontros um modo de tentarem se legitimar como "judeus em cristo", posando ao lado de lideranças judaicas que mal sabem com quem estão lidando, e assim abrir caminho para sua obra missionária de conversão de judeus, passsando a ideia de que é possível ser judeu e acreditar em Jesus como Messias, como se não houvesse nenhuma contradição inerente.
Foi o caso, provavelmente, do ex-parlamentar do Partido dos Aposentados Elhanan Glazer. Em 2008 participou, junto com outras lideranças judaicas, de um encontro nos EUA com grupos cristãos pró-Israel. Entre os convidados estava também o rabino Tovia Singer, notório defensor do povo judeu contra o assédio messiânico. Ao saber, porém, que no mesmo encontro falariam lideranças messiânicas, o rabino Singer, bem como o rabino Beny Elon, se recusaram a participar do evento e cancelaram a vinda ao encontro. Elhanan Glazer permaneceu.
Alguns grupos evangélicos de "judeus por jesus" têm se sentido mais confiantes para tentar espalhar o evangelho entre judeus quando contam, provavelmente de modo incauto, com visitas de parlamentares como as do senhor Elhanan Glazer - que é bom enfatizar, esteve no parlamento anterior, mas não conseguiu se reeleger e não é parlamentar da Knesset. Hoje Elhanan deixou o Partido dos Aposentados e tentou se eleger pelo partido de extrema-direita Tzomet nas últimas eleições, mas não obteve sucesso. Improvável imaginar que um judeu se considerasse admirador de uma pessoa que, ainda que por desinformação ou falta de tato, apoie grupos que pretendem fazer de nós algo que não somos.
Diálogo Judaico-Cristão sim. Monólogo, judeu-cristão, não
O tom da convivência pacífica entre judeus e cristãos deve se dar pelo diálogo, conhecimento mútuo, atividades de solidariedade e ajuda ao próximo. Mas que esteja sempre claro o que os une e os que os diferencia. Acreditar no amor ao próximo, em Deus, permite o diálogo e a atuação conjunta. Mas o afã de buscar nos fazer acreditar em Jesus como divindade ou Messias nos afasta. Mantenhamos, pois, o diálogo com quem quer o nosso bem do jeito que somos, e não "o nosso bem" ao se dedicarem a nos fazer um povo cristão. Nada contra os valores cristãos, mas como judeus, nosso destino, nossas práticas e crenças são outras.
Que continuemos nós, judeus, a celebrar sempre a nossa liberdade de sermos quem somos, a comemorarmos em Pessach a libertação do Egito, da escravidão, e que possamos seguir o nosso caminho em busca da Terra Prometida.
E que os cristãos continuem a comemorar a sua Páscoa celebrando a morte e renascimento de Jesus.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Com amigos como estes, quem precisa de inimigos?
Recebi um e-mail daqueles estranhos, irritantes, de uma instituição "judia"-messiânica (mas para eles dizer-se "judeu" messiânico é redundante, uma vez que "todo judeu é messiânico" - lógico não é mesmo? como eu nunca tinha pensado nisso?).
Eles tem a chutspá de convidar para a divulgação de um evento "judaico" no qual se dizem "nossos amigos", por "uma vida judaica prática e ética". Entre os que receberam o e-mail, pastores, um "rabino" de uma comunidade messiânica de Miami, grupos messiânicos em Israel e no Brasil. Para animar, uma super banda que diz tocar em eventos para "judeus que acreditam em Cristo e para os que não acreditam também".
Lamento profundamente pela falta de hasbará, de esclarecimento junto à mídia da cidade em que o evento ocorre já há alguns anos. E não, não darei o nome, para não divulgá-lo. Mas estamos atentos.
Recebi um e-mail daqueles estranhos, irritantes, de uma instituição "judia"-messiânica (mas para eles dizer-se "judeu" messiânico é redundante, uma vez que "todo judeu é messiânico" - lógico não é mesmo? como eu nunca tinha pensado nisso?).
Eles tem a chutspá de convidar para a divulgação de um evento "judaico" no qual se dizem "nossos amigos", por "uma vida judaica prática e ética". Entre os que receberam o e-mail, pastores, um "rabino" de uma comunidade messiânica de Miami, grupos messiânicos em Israel e no Brasil. Para animar, uma super banda que diz tocar em eventos para "judeus que acreditam em Cristo e para os que não acreditam também".
Lamento profundamente pela falta de hasbará, de esclarecimento junto à mídia da cidade em que o evento ocorre já há alguns anos. E não, não darei o nome, para não divulgá-lo. Mas estamos atentos.
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