Ora vereador, vá plantar batatas
Retirei o link da radio campinas cultura sobre a denuncia de racismo contra o vereador do PMN Campinas, Francisco Antonio dos Santos, que pergunta em seu twitter se alguém ja viu judeu plantar batatas (certamente ele nunca esteve em Israel, nem tem ideia do que sejam judeus ashkenazim, que sabem muito bem o que é plantar batatas e as delícias que podemos fazer com elas) e que afirma claramente que judeus podem ser encontrados como atravessadores, com os bolsos cheio de dólares. Em seu "pedido de desculpas", diz que foi mal interpretado, pois referia-se ao mercado do "dólar furado", ao mercado especulativo - que como se sabe, diz ele, é composto em sua maioria por judeus. A justificativa nos remete de volta à afirmação racista e antissemita de que os judeus exploram a economia mundial e não se dispõem a trabalhar a terra - típico do discurso antissemita.
Fica a notícia, e vamos acompanhar até onde chega a justa acusação de racismo protocolada pela comunidade judaica de Campinas, pelo querido amigo Marcelo Firer, com o apoio do amigo Paulo Mariante, da Ong Identidade, um combatente de todo tipo de discriminação e racismo, seja contra judeus, homossexuais, mulheres ou qualquer grupo social sujeito à lamentável discriminação.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de junho de 2010
DECLARAÇÃO POR ISRAEL E PELA PAZ
As comunidades judaicas da América Latina, representadas pelo Congresso Judaico Latino-americano, expressam seu pesar ante a violência e perda de vidas ocasionadas durante a ação do exército israelense no dia 31 de maio de 2010, através da qual teve que assumir o controle de um barco que se dirigia ilegalmente a Gaza.
Lamentamos que os organizadores desta ação política tenham se negado a utilizar os canais existentes para a entrega de ajuda humanitária na faixa de Gaza, tal como o fazem regularmente organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Nações Unidas. Isto mostra que a operação não tinha uma finalidade "humanitária", senão que buscava apoiar a organização terrorista Hamas, que nega a paz e o direito à existência do Estado de Israel. Como ficou evidenciado, muitos dos tripulantes destes barcos não eram pacifistas, mas provocadores e extremistas.É preocupante que grande parte da cobertura mediática internacional tenha omitido o contexto geral do conflito Palestino-Israelense, que serviu de marco de repercussão para este incidente. Consideramos fundamental que as partes deste conflito reconheçam o mútuo direito à sua existência como estados soberanos, vivendo em paz e segurança, um ao lado do outro. Nos encoraja uma visão de dois estados – um judeu e outro palestino – vivendo em paz e segurança, prosperando e iluminando o mundo com a contribuição de suas culturas. Contudo, ainda há quem acredite na solução de um estado no lugar do outro, convocando à aniquilação do Estado de Israel. Esta é a posição do grupo terrorista Hamas e de países como a República Islâmica do Irã, que apóiam e financiam o terrorismo.
O povo judeu se caracteriza por seu pluralismo e diversidade. Porém, em nossas comunidades impera um denominador comum: o apoio ao Estado de Israel. É inaceitável que, com o pretexto de criticar ações de seu governo, se questione sua legitimidade e direito à existência. É igualmente preocupante que sob a fachada do anti-israelismo se mascare una nova forma do velho antissemitismo.
A história de nossa região tem provado que a convivência entre judeus e árabes é possível. Desejamos compartilhar com o mundo esta mensagem, e não importar para a nossa região um conflito que é alheio. Imploramos para que os governos de nossos países participem na criação de condições para o diálogo, repudiando a condenação automática que não contribui para o entendimento entre as partes, e só fortalece os violentos que instigam ou desenvolvem as ações como esta que hoje lamentamos.
Congreso Judío Latinoamericano | Congresso Judaico Latino Americano | Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas | Asociación Mutual Israelita Argentina | Círculo Israelita de La Paz – Bolivia | Confederação Israelita do Brasil | Comunidad Judía de Chile | Confederación de Comunidades Judías de Colombia | Centro Israelita Sionista de Costa Rica | Congregación B'nei Israel de Costa Rica | Comunidad Judía del Ecuador | Comunidad Israelita de El Salvador | Comunidad Judía de Guatemala | Comunidad Judía de Honduras | Comité Central de la Comunidad Judía de México | Congregación Israelita de Nicaragua | Congreso Judío Panameño | Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá | Comité Representativo Israelita del Paraguay | Asociación Judía del Perú | Comité Central Israelita del Uruguay | Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela | Federación Sefaradí Latinoamericano | Confederación Latinoamericana Maccabi | WIZO – Latinoamérica | Na’amat | Consejo Internacional de Mujeres Judías | COSLA - Confederación Sionista Latinoamericana.
As comunidades judaicas da América Latina, representadas pelo Congresso Judaico Latino-americano, expressam seu pesar ante a violência e perda de vidas ocasionadas durante a ação do exército israelense no dia 31 de maio de 2010, através da qual teve que assumir o controle de um barco que se dirigia ilegalmente a Gaza.
Lamentamos que os organizadores desta ação política tenham se negado a utilizar os canais existentes para a entrega de ajuda humanitária na faixa de Gaza, tal como o fazem regularmente organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Nações Unidas. Isto mostra que a operação não tinha uma finalidade "humanitária", senão que buscava apoiar a organização terrorista Hamas, que nega a paz e o direito à existência do Estado de Israel. Como ficou evidenciado, muitos dos tripulantes destes barcos não eram pacifistas, mas provocadores e extremistas.É preocupante que grande parte da cobertura mediática internacional tenha omitido o contexto geral do conflito Palestino-Israelense, que serviu de marco de repercussão para este incidente. Consideramos fundamental que as partes deste conflito reconheçam o mútuo direito à sua existência como estados soberanos, vivendo em paz e segurança, um ao lado do outro. Nos encoraja uma visão de dois estados – um judeu e outro palestino – vivendo em paz e segurança, prosperando e iluminando o mundo com a contribuição de suas culturas. Contudo, ainda há quem acredite na solução de um estado no lugar do outro, convocando à aniquilação do Estado de Israel. Esta é a posição do grupo terrorista Hamas e de países como a República Islâmica do Irã, que apóiam e financiam o terrorismo.
O povo judeu se caracteriza por seu pluralismo e diversidade. Porém, em nossas comunidades impera um denominador comum: o apoio ao Estado de Israel. É inaceitável que, com o pretexto de criticar ações de seu governo, se questione sua legitimidade e direito à existência. É igualmente preocupante que sob a fachada do anti-israelismo se mascare una nova forma do velho antissemitismo.
A história de nossa região tem provado que a convivência entre judeus e árabes é possível. Desejamos compartilhar com o mundo esta mensagem, e não importar para a nossa região um conflito que é alheio. Imploramos para que os governos de nossos países participem na criação de condições para o diálogo, repudiando a condenação automática que não contribui para o entendimento entre as partes, e só fortalece os violentos que instigam ou desenvolvem as ações como esta que hoje lamentamos.
Congreso Judío Latinoamericano | Congresso Judaico Latino Americano | Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas | Asociación Mutual Israelita Argentina | Círculo Israelita de La Paz – Bolivia | Confederação Israelita do Brasil | Comunidad Judía de Chile | Confederación de Comunidades Judías de Colombia | Centro Israelita Sionista de Costa Rica | Congregación B'nei Israel de Costa Rica | Comunidad Judía del Ecuador | Comunidad Israelita de El Salvador | Comunidad Judía de Guatemala | Comunidad Judía de Honduras | Comité Central de la Comunidad Judía de México | Congregación Israelita de Nicaragua | Congreso Judío Panameño | Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá | Comité Representativo Israelita del Paraguay | Asociación Judía del Perú | Comité Central Israelita del Uruguay | Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela | Federación Sefaradí Latinoamericano | Confederación Latinoamericana Maccabi | WIZO – Latinoamérica | Na’amat | Consejo Internacional de Mujeres Judías | COSLA - Confederación Sionista Latinoamericana.
Tommy Sands, A Voz da Razão, canta pela paz em Israel
Nestes tempos em que se dizer pacifista muitas vezes se tornou sinônimo do seu oposto, é reconfortante ver que ainda existem vozes que nos chamam à razão. Pacifistas que agem como pacifistas, que fazem da sua música, da sua arte, uma voz pela paz.
Tommy Sands tem muita experiência em conflitos. O cantor de Folk, de 64 anos, tornou-se conhecido como A Voz da Razão durante as sangrentas batalhas entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
O cantor e compositor compôs a canção “Shores of Gaza”, canção escolhida para ser o tema do navio Rachel Corrie, que partiu da Irlanda no mês passado como parte da Flotilha de Gaza. provavelmente uma boa parte de todos os que viajaram realmente eram pacifistas, no sentido original do termo, e desejavam fazer algo pela paz.
Sua canção diz assim:
We are sailing away, with hope in our soul, Sailing to say, “You are not alone.”
Sailing today, “Salam, Shalom,”, For peace on the shores of Gaza.
[Hoje estamos navegando com esperança na alma, navegando para dizer "Vocês não estão sós". Viajando hoje, "Salam, Shalom", pela paz nas praias de Gaza.]
Sands chegou a Israel esta semana para duas semanas de shows por todo o país: em Jerusalém, Tel Aviv, Zichron Yaacov, Meitar e Shorashim, bem como em Belém, Ramala e Nablus. Ele explicou que sua música é de paz e que o navio que veio da Irlanda com muitos de seus amigos a bordo era de fato humanitário, ao contrário dos propósitos do Mavi Marmara, onde um grupo linchou soldados israelenses com barras de ferro, facas e canivetes e tentou sequestrar alguns deles, causando o confronto que levou à morte de nove pessoas e feridos médios e graves de ambos os lados. “A canção fala de paz e inclui as palavras 'salam' e 'shalom’ (paz, em árabe e em hebraico). Eu não tomo partido de um dos lados. Minha canção é uma canção pela paz, não apenas para os palestinos, mas também para os israelenses”, declarou Sands no dia do seu primeiro show em Belém, na segunda-feira passada.
Ele ainda afirmou: "Na Irlanda costumamos dizer que para cada problema há uma solução. Mas, agora, talvez nós tenhamos alguma experiência que poderá contribuir para pôr fim aos problemas na sua região". O cantor folk acrescentou que sofreu seguidas pressões para cancelar sua visita, mas que veio porque sua intenção é cantar pela paz. “Diziam-me que era perigoso para ativistas pacifistas ir para Israel – que ativistas estavam sendo mortos. Respondi que existem muitos ativistas pacifistas em Israel, que eles são ótimos e é com eles que queremos demonstrar solidariedade”.
Tommy Sands tem muita experiência em conflitos. O cantor de Folk, de 64 anos, tornou-se conhecido como A Voz da Razão durante as sangrentas batalhas entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
O cantor e compositor compôs a canção “Shores of Gaza”, canção escolhida para ser o tema do navio Rachel Corrie, que partiu da Irlanda no mês passado como parte da Flotilha de Gaza. provavelmente uma boa parte de todos os que viajaram realmente eram pacifistas, no sentido original do termo, e desejavam fazer algo pela paz.
Sua canção diz assim:
We are sailing away, with hope in our soul, Sailing to say, “You are not alone.”
Sailing today, “Salam, Shalom,”, For peace on the shores of Gaza.
[Hoje estamos navegando com esperança na alma, navegando para dizer "Vocês não estão sós". Viajando hoje, "Salam, Shalom", pela paz nas praias de Gaza.]
Sands chegou a Israel esta semana para duas semanas de shows por todo o país: em Jerusalém, Tel Aviv, Zichron Yaacov, Meitar e Shorashim, bem como em Belém, Ramala e Nablus. Ele explicou que sua música é de paz e que o navio que veio da Irlanda com muitos de seus amigos a bordo era de fato humanitário, ao contrário dos propósitos do Mavi Marmara, onde um grupo linchou soldados israelenses com barras de ferro, facas e canivetes e tentou sequestrar alguns deles, causando o confronto que levou à morte de nove pessoas e feridos médios e graves de ambos os lados. “A canção fala de paz e inclui as palavras 'salam' e 'shalom’ (paz, em árabe e em hebraico). Eu não tomo partido de um dos lados. Minha canção é uma canção pela paz, não apenas para os palestinos, mas também para os israelenses”, declarou Sands no dia do seu primeiro show em Belém, na segunda-feira passada.
Ele ainda afirmou: "Na Irlanda costumamos dizer que para cada problema há uma solução. Mas, agora, talvez nós tenhamos alguma experiência que poderá contribuir para pôr fim aos problemas na sua região". O cantor folk acrescentou que sofreu seguidas pressões para cancelar sua visita, mas que veio porque sua intenção é cantar pela paz. “Diziam-me que era perigoso para ativistas pacifistas ir para Israel – que ativistas estavam sendo mortos. Respondi que existem muitos ativistas pacifistas em Israel, que eles são ótimos e é com eles que queremos demonstrar solidariedade”.
Que logo possamos ter paz nas praias de Gaza, que são as mesmas do litoral de Israel. Que possamos logo ter também paz nas praias de Zikim (ao lado de Gaza), de Ashdod, de Ashkelon, de Tel Aviv, de Natania, de Haifa... praias para onde, no ano passado, foram enviados de Gaza mais de duas dezenas de pacotes cheios de bombas prestes a explodir, que poderiam ter matado dezenas de civis inocentes. Praias onde, me recordo bem, em 1990 cerca de 10 lanchas levavam dezenas de terroristas com o intuito de matarem quantas pessoas encontrassem pela frente.
Que a voz de Sands, e dos verdadeiros pacifistas, seja ouvida. Que ser 'de esquerda' volte a significar o impulso para fazer a paz sem violência, sem discursos vazios e mentirosos, em defesa, de verdade, dos direitos humanos, de poder viver sem medo, de poder se viver sem que um doido ameace dia sim, dia também, explodir o lugar onde você vive e te jogar no mar.
Se a voz de Sands for escutada, os israelenses serão os primeiros a colocar o muro que separa Israel dos territórios palestinos abaixo, muro construído com o único intuito de prevenir os ataques dos famigerados homens-bomba que tantas mortes causaram em discotecas, ônibus e restaurantes em Israel. Sem homens-bomba, sem mísseis kassam, sem muros.
Então poderemos cantar Shalom Aleinu, Saalam Aleikum, tudo junto.
Que a voz de Sands, e dos verdadeiros pacifistas, seja ouvida. Que ser 'de esquerda' volte a significar o impulso para fazer a paz sem violência, sem discursos vazios e mentirosos, em defesa, de verdade, dos direitos humanos, de poder viver sem medo, de poder se viver sem que um doido ameace dia sim, dia também, explodir o lugar onde você vive e te jogar no mar.
Se a voz de Sands for escutada, os israelenses serão os primeiros a colocar o muro que separa Israel dos territórios palestinos abaixo, muro construído com o único intuito de prevenir os ataques dos famigerados homens-bomba que tantas mortes causaram em discotecas, ônibus e restaurantes em Israel. Sem homens-bomba, sem mísseis kassam, sem muros.
Então poderemos cantar Shalom Aleinu, Saalam Aleikum, tudo junto.
domingo, 6 de junho de 2010
Ana Luiza, a médica brasileira no Exército de Israel e a Flotilha
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam
------------------------------
Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam
------------------------------
Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
We are the World 2: Cale a boca e volte para Auschwitz
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
terça-feira, 1 de junho de 2010
Viagem de ajuda humanitária, pacífica... pacífica?
O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."
O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O Hamas tinha razão
Na semana passada os líderes terroristas do Hamas disseram que se os barcos que partiram para a praia de gaza conseguissem chegar, seria uma vitória, e se nao conseguissem, seria uma vitória do mesmo jeito. Infelizmente ele tinha razão. Com a morte de pelo menos 10 pessoas no confronto com a marinha israelense, que cumpriu o prometido e buscou impedir a entrada dos barcos em Gaza, vence o cinismo. Nada melhor do que vítimas para o Hamas inverter o espelho e mostrar Israel como desumano e terrorista.
Eles sabiam, eles tinham razao. O Hamas colocou Israel numa sinuca de bico. Se chegassem a Gaza, venciam. se não chegassem e, em consequência disso morresse gente - e não venha se dizer que eram mulheres, velhinhos e crianças, porque nao eram. Eram ativistas políticos identificados com algumas lideranças terroristas, alguns conhecidos como gente que provocou atentados no passado e matou gente, era gente que sabia o que estava fazendo, eram adultos, gente que sabia do risco que estava correndo. Um risco alto. se alguém achou que era uma brincadeira, descobriu que não, ninguém está brincando. Nem o Hamas, nem Israel.
Por que nao aceitar que a ajuda humanitária passasse por verificaçao em Ashdod? Ou alguem acha que Israel nao suspeita de bombas em meio a cadeiras de rodas, alimentos e etc.? Se nao havia nada de armamentos lá, por que nao passar por uma verificaçao, como se faz, aliás, sempre que se cruzam fronteiras, nos aeroportos, portos e fronteiras terrestres no mundo inteiro. Cruzaram fronteiras? Mostrem que estao cruzando de boa fé.
Mas o intuito nao era ajudar Gaza. O intuito era demonizar Israel. Conseguiram, a custa de vidas. Mas eu não diria vidas inocentes. Crianças... ei, você colocaria seu filho num tour hoje para Gaza? de jeito nenhum. adultos assumem seus riscos, mas colocar crianças nisso seria irresponsabilidade demais.
Seja como for, isso é lamentável, chocante, e levará a mais ódio e mais morte. Exatamente o que o Hamas queria.
Na semana passada os líderes terroristas do Hamas disseram que se os barcos que partiram para a praia de gaza conseguissem chegar, seria uma vitória, e se nao conseguissem, seria uma vitória do mesmo jeito. Infelizmente ele tinha razão. Com a morte de pelo menos 10 pessoas no confronto com a marinha israelense, que cumpriu o prometido e buscou impedir a entrada dos barcos em Gaza, vence o cinismo. Nada melhor do que vítimas para o Hamas inverter o espelho e mostrar Israel como desumano e terrorista.
Eles sabiam, eles tinham razao. O Hamas colocou Israel numa sinuca de bico. Se chegassem a Gaza, venciam. se não chegassem e, em consequência disso morresse gente - e não venha se dizer que eram mulheres, velhinhos e crianças, porque nao eram. Eram ativistas políticos identificados com algumas lideranças terroristas, alguns conhecidos como gente que provocou atentados no passado e matou gente, era gente que sabia o que estava fazendo, eram adultos, gente que sabia do risco que estava correndo. Um risco alto. se alguém achou que era uma brincadeira, descobriu que não, ninguém está brincando. Nem o Hamas, nem Israel.
Por que nao aceitar que a ajuda humanitária passasse por verificaçao em Ashdod? Ou alguem acha que Israel nao suspeita de bombas em meio a cadeiras de rodas, alimentos e etc.? Se nao havia nada de armamentos lá, por que nao passar por uma verificaçao, como se faz, aliás, sempre que se cruzam fronteiras, nos aeroportos, portos e fronteiras terrestres no mundo inteiro. Cruzaram fronteiras? Mostrem que estao cruzando de boa fé.
Mas o intuito nao era ajudar Gaza. O intuito era demonizar Israel. Conseguiram, a custa de vidas. Mas eu não diria vidas inocentes. Crianças... ei, você colocaria seu filho num tour hoje para Gaza? de jeito nenhum. adultos assumem seus riscos, mas colocar crianças nisso seria irresponsabilidade demais.
Seja como for, isso é lamentável, chocante, e levará a mais ódio e mais morte. Exatamente o que o Hamas queria.
domingo, 30 de maio de 2010
Mostra Shoá, Reflexões por um mundo mais tolerante - SESC Pompeia, imperdível
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Até onde vai a boçalidade humana
Antisemitismo na sua forma mais pura
Comentamos há alguns dias sobre o antisemitismo na República da Moldávia, que hoje faz fronteira com a Romênia. Sua língua, o moldavo, é nada mais que romeno.
Este é o vídeo. Assistimos ao vivo como foram que as coisas na Europa descambaram para o assassinato de 6 milhões de judeus. Vejo os rostos sorridentes e lembro-me da mesma desumanidade estampada nos rostos sorridentes dos soldados nazistas. O antisemitismo ainda corre, como heroína, pelas veias dessa gente sorridente no vídeo. Distorcem completamente o discurso cristão de amor ao próximo. Continuam nos culpando de assassinato de Jesus, e a cruz só os faz lembrar de mais sede de vingança. Jesus deve estar se revirando de decepção ou remorso, onde quer que esteja, ao ver depois de 2 mil anos o que fazem em seu nome e colocam nas suas costas feridas a responsabilidade: "Fazemos isso por você, escutou?" Imagino então Jesus se encolhendo num canto, agarrando as pernas com os braços e baixando a cabeça, em sinal de "eles não entenderam nada".
Meus dois avôs, Aarão (materno) e Aizik (paterno) - cujas lembranças sejam sempre uma benção - nasceram em cidades que, em sua época, ficavam na Bessarábia, região da Moldávia ou Romênia, hoje uma província de 500 km2 com menos de 30 mil habitantes. Vieram ao Brasil para escapar do ódio aos judeus. Ódio estampado no rosto desta gente da Moldávia. Não tenho idéia do que os olhos deles viram. Será que viram gente desalmada como estas? Espero que não. Boçais.
Antisemitismo na sua forma mais pura
Comentamos há alguns dias sobre o antisemitismo na República da Moldávia, que hoje faz fronteira com a Romênia. Sua língua, o moldavo, é nada mais que romeno.
Este é o vídeo. Assistimos ao vivo como foram que as coisas na Europa descambaram para o assassinato de 6 milhões de judeus. Vejo os rostos sorridentes e lembro-me da mesma desumanidade estampada nos rostos sorridentes dos soldados nazistas. O antisemitismo ainda corre, como heroína, pelas veias dessa gente sorridente no vídeo. Distorcem completamente o discurso cristão de amor ao próximo. Continuam nos culpando de assassinato de Jesus, e a cruz só os faz lembrar de mais sede de vingança. Jesus deve estar se revirando de decepção ou remorso, onde quer que esteja, ao ver depois de 2 mil anos o que fazem em seu nome e colocam nas suas costas feridas a responsabilidade: "Fazemos isso por você, escutou?" Imagino então Jesus se encolhendo num canto, agarrando as pernas com os braços e baixando a cabeça, em sinal de "eles não entenderam nada".
Meus dois avôs, Aarão (materno) e Aizik (paterno) - cujas lembranças sejam sempre uma benção - nasceram em cidades que, em sua época, ficavam na Bessarábia, região da Moldávia ou Romênia, hoje uma província de 500 km2 com menos de 30 mil habitantes. Vieram ao Brasil para escapar do ódio aos judeus. Ódio estampado no rosto desta gente da Moldávia. Não tenho idéia do que os olhos deles viram. Será que viram gente desalmada como estas? Espero que não. Boçais.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Na Moldávia, antisemitismo medieval
Duzentos fundamentalistas cristãos ortodoxos arrancaram uma chanukiá pública, colocada pela comunidade judaica local (há cerca de 65 mil judeus na Moldávia, aproximadamente a população judaica de São Paulo), e colocaram uma cruz de madeira no lugar. Nem polícia nem as pessoas que passavam fizeram nada.
O líder religioso do grupo falava por um sistema de som: "Os judeus podem tentar nos matar, podem tentar traumatizar nossos filhos, mas os crentes ortodoxos da Moldávia resistirão. A Moldávia é cristã e o povo judeu está tentando dominar o nosso povo." Para ele, o fato de o governo ter permitido a instalação da chanukiá "é um sacrilégio".
O ministro da justiça Alexandru Tanese condenou o incidente e a Igreja Ortodoxa Metropolitana prometeu investigar e adotar as medidas cabíveis.
Nos EUA, antisemitismo medieval
A Igreja Batista de Westboro planeja uma manifestação amanhã, 15 de dezembro, entre as 8:50 e as 9:20 da manhã, na frente do campus da Federação Judaica do Condado de South Palm Beach. Uma amiga querida cujas filhas frequentam o local comenta que se trata de um clube parecido com o de A Hebraica de São Paulo, com um complexo de escolas judaicas.
A WBC (Westboro Baptist Church) não faz parte de nenhuma associação batista oficial. São homofóbicos, dizem seguir "os princípios calvinistas da Igreja Batista Primitiva", consideram que os cristãos são os verdadeiros judeus, são abertamente antissemitas e negam o Holocausto.
Duzentos fundamentalistas cristãos ortodoxos arrancaram uma chanukiá pública, colocada pela comunidade judaica local (há cerca de 65 mil judeus na Moldávia, aproximadamente a população judaica de São Paulo), e colocaram uma cruz de madeira no lugar. Nem polícia nem as pessoas que passavam fizeram nada.
O líder religioso do grupo falava por um sistema de som: "Os judeus podem tentar nos matar, podem tentar traumatizar nossos filhos, mas os crentes ortodoxos da Moldávia resistirão. A Moldávia é cristã e o povo judeu está tentando dominar o nosso povo." Para ele, o fato de o governo ter permitido a instalação da chanukiá "é um sacrilégio".
O ministro da justiça Alexandru Tanese condenou o incidente e a Igreja Ortodoxa Metropolitana prometeu investigar e adotar as medidas cabíveis.
Nos EUA, antisemitismo medieval
A Igreja Batista de Westboro planeja uma manifestação amanhã, 15 de dezembro, entre as 8:50 e as 9:20 da manhã, na frente do campus da Federação Judaica do Condado de South Palm Beach. Uma amiga querida cujas filhas frequentam o local comenta que se trata de um clube parecido com o de A Hebraica de São Paulo, com um complexo de escolas judaicas.
A WBC (Westboro Baptist Church) não faz parte de nenhuma associação batista oficial. São homofóbicos, dizem seguir "os princípios calvinistas da Igreja Batista Primitiva", consideram que os cristãos são os verdadeiros judeus, são abertamente antissemitas e negam o Holocausto.
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