Uma simpática entrevista com Alejandro Eliahu
Esta simpática entrevista com Alejandro foi realizada na sinagoga Birkat Shalom, no Kibutz Gezer, em Israel. Alejandro é judeu espanhol e vem de uma família de bnei anussim, do que tem muito orgulho. Até poucos meses atrás vivia em Barcelona, onde faz parte de uma comunidade judaica liberal. Ale pensa no futuro em tornar-se rabino. Que Deus (e os amigos) lhe dê forças e coragem para esta empreitada, para que possa contribuir muito com a comunidade judaica na Espanha ou onde quer que os ventos o levem. Precisamos de mais gente como Alejandro.
abraços a todos.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Tommy Sands, A Voz da Razão, canta pela paz em Israel
Nestes tempos em que se dizer pacifista muitas vezes se tornou sinônimo do seu oposto, é reconfortante ver que ainda existem vozes que nos chamam à razão. Pacifistas que agem como pacifistas, que fazem da sua música, da sua arte, uma voz pela paz.
Tommy Sands tem muita experiência em conflitos. O cantor de Folk, de 64 anos, tornou-se conhecido como A Voz da Razão durante as sangrentas batalhas entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
O cantor e compositor compôs a canção “Shores of Gaza”, canção escolhida para ser o tema do navio Rachel Corrie, que partiu da Irlanda no mês passado como parte da Flotilha de Gaza. provavelmente uma boa parte de todos os que viajaram realmente eram pacifistas, no sentido original do termo, e desejavam fazer algo pela paz.
Sua canção diz assim:
We are sailing away, with hope in our soul, Sailing to say, “You are not alone.”
Sailing today, “Salam, Shalom,”, For peace on the shores of Gaza.
[Hoje estamos navegando com esperança na alma, navegando para dizer "Vocês não estão sós". Viajando hoje, "Salam, Shalom", pela paz nas praias de Gaza.]
Sands chegou a Israel esta semana para duas semanas de shows por todo o país: em Jerusalém, Tel Aviv, Zichron Yaacov, Meitar e Shorashim, bem como em Belém, Ramala e Nablus. Ele explicou que sua música é de paz e que o navio que veio da Irlanda com muitos de seus amigos a bordo era de fato humanitário, ao contrário dos propósitos do Mavi Marmara, onde um grupo linchou soldados israelenses com barras de ferro, facas e canivetes e tentou sequestrar alguns deles, causando o confronto que levou à morte de nove pessoas e feridos médios e graves de ambos os lados. “A canção fala de paz e inclui as palavras 'salam' e 'shalom’ (paz, em árabe e em hebraico). Eu não tomo partido de um dos lados. Minha canção é uma canção pela paz, não apenas para os palestinos, mas também para os israelenses”, declarou Sands no dia do seu primeiro show em Belém, na segunda-feira passada.
Ele ainda afirmou: "Na Irlanda costumamos dizer que para cada problema há uma solução. Mas, agora, talvez nós tenhamos alguma experiência que poderá contribuir para pôr fim aos problemas na sua região". O cantor folk acrescentou que sofreu seguidas pressões para cancelar sua visita, mas que veio porque sua intenção é cantar pela paz. “Diziam-me que era perigoso para ativistas pacifistas ir para Israel – que ativistas estavam sendo mortos. Respondi que existem muitos ativistas pacifistas em Israel, que eles são ótimos e é com eles que queremos demonstrar solidariedade”.
Tommy Sands tem muita experiência em conflitos. O cantor de Folk, de 64 anos, tornou-se conhecido como A Voz da Razão durante as sangrentas batalhas entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
O cantor e compositor compôs a canção “Shores of Gaza”, canção escolhida para ser o tema do navio Rachel Corrie, que partiu da Irlanda no mês passado como parte da Flotilha de Gaza. provavelmente uma boa parte de todos os que viajaram realmente eram pacifistas, no sentido original do termo, e desejavam fazer algo pela paz.
Sua canção diz assim:
We are sailing away, with hope in our soul, Sailing to say, “You are not alone.”
Sailing today, “Salam, Shalom,”, For peace on the shores of Gaza.
[Hoje estamos navegando com esperança na alma, navegando para dizer "Vocês não estão sós". Viajando hoje, "Salam, Shalom", pela paz nas praias de Gaza.]
Sands chegou a Israel esta semana para duas semanas de shows por todo o país: em Jerusalém, Tel Aviv, Zichron Yaacov, Meitar e Shorashim, bem como em Belém, Ramala e Nablus. Ele explicou que sua música é de paz e que o navio que veio da Irlanda com muitos de seus amigos a bordo era de fato humanitário, ao contrário dos propósitos do Mavi Marmara, onde um grupo linchou soldados israelenses com barras de ferro, facas e canivetes e tentou sequestrar alguns deles, causando o confronto que levou à morte de nove pessoas e feridos médios e graves de ambos os lados. “A canção fala de paz e inclui as palavras 'salam' e 'shalom’ (paz, em árabe e em hebraico). Eu não tomo partido de um dos lados. Minha canção é uma canção pela paz, não apenas para os palestinos, mas também para os israelenses”, declarou Sands no dia do seu primeiro show em Belém, na segunda-feira passada.
Ele ainda afirmou: "Na Irlanda costumamos dizer que para cada problema há uma solução. Mas, agora, talvez nós tenhamos alguma experiência que poderá contribuir para pôr fim aos problemas na sua região". O cantor folk acrescentou que sofreu seguidas pressões para cancelar sua visita, mas que veio porque sua intenção é cantar pela paz. “Diziam-me que era perigoso para ativistas pacifistas ir para Israel – que ativistas estavam sendo mortos. Respondi que existem muitos ativistas pacifistas em Israel, que eles são ótimos e é com eles que queremos demonstrar solidariedade”.
Que logo possamos ter paz nas praias de Gaza, que são as mesmas do litoral de Israel. Que possamos logo ter também paz nas praias de Zikim (ao lado de Gaza), de Ashdod, de Ashkelon, de Tel Aviv, de Natania, de Haifa... praias para onde, no ano passado, foram enviados de Gaza mais de duas dezenas de pacotes cheios de bombas prestes a explodir, que poderiam ter matado dezenas de civis inocentes. Praias onde, me recordo bem, em 1990 cerca de 10 lanchas levavam dezenas de terroristas com o intuito de matarem quantas pessoas encontrassem pela frente.
Que a voz de Sands, e dos verdadeiros pacifistas, seja ouvida. Que ser 'de esquerda' volte a significar o impulso para fazer a paz sem violência, sem discursos vazios e mentirosos, em defesa, de verdade, dos direitos humanos, de poder viver sem medo, de poder se viver sem que um doido ameace dia sim, dia também, explodir o lugar onde você vive e te jogar no mar.
Se a voz de Sands for escutada, os israelenses serão os primeiros a colocar o muro que separa Israel dos territórios palestinos abaixo, muro construído com o único intuito de prevenir os ataques dos famigerados homens-bomba que tantas mortes causaram em discotecas, ônibus e restaurantes em Israel. Sem homens-bomba, sem mísseis kassam, sem muros.
Então poderemos cantar Shalom Aleinu, Saalam Aleikum, tudo junto.
Que a voz de Sands, e dos verdadeiros pacifistas, seja ouvida. Que ser 'de esquerda' volte a significar o impulso para fazer a paz sem violência, sem discursos vazios e mentirosos, em defesa, de verdade, dos direitos humanos, de poder viver sem medo, de poder se viver sem que um doido ameace dia sim, dia também, explodir o lugar onde você vive e te jogar no mar.
Se a voz de Sands for escutada, os israelenses serão os primeiros a colocar o muro que separa Israel dos territórios palestinos abaixo, muro construído com o único intuito de prevenir os ataques dos famigerados homens-bomba que tantas mortes causaram em discotecas, ônibus e restaurantes em Israel. Sem homens-bomba, sem mísseis kassam, sem muros.
Então poderemos cantar Shalom Aleinu, Saalam Aleikum, tudo junto.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
We are the World 2: Cale a boca e volte para Auschwitz
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
"Esta é a Marinha Israelense, vocês estão se aproximando de um área sob bloqueio naval."
"Cale a boca e volte para Auschwitz".
"Nós temos permissão da Autoridade do Porto de Gaza para entrar."
"Estamos ajudando os árabes a irem contra os Estados Unidos, não se esqueçam do 11 de setembro, caras".
domingo, 30 de maio de 2010
Mostra Shoá, Reflexões por um mundo mais tolerante - SESC Pompeia, imperdível
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
Está aí um exemplo de que ideias significativas podem ser realizadas por todo aquele e aquela que tenha disposição, ousadia e, prá usar um chavão americano, "pensar fora da caixa". É o caso dos jovens uruguaios Patricia Katz, Samuel Dresel e Uri Lichtenstein, jovens mesmo, quase adolescentes - cheguei a vê-los apresentar o projeto na Argentina em 2008, em um encontro do movimento judaico masorti/conservador - que criaram esta mostra interativa, inteligente e itinerante sobre o Holocausto, visitada por milhares de alunos do ensino fundamental e médio no Uruguai.
No Brasil, a mostra chega "turbinada". Além de estar aberta desde o último dia 28 de maio até 4 de julho, das 10h às 21:30h (menos aos domingos), será acompanhada por uma intensa programação paralela, com convidados especiais inclusive dos EUA, na Choperia do Sesc Pompeia às 4as feiras às 20:00h. A pretensão é que a mostra chegue a outras capitais do país.
Em São Paulo, a mostra conecta passado e presente estabelecendo um diálogo entre as diferenças culturais existentes no Brasil, ressaltando questões ligadas a direitos humanos e à tolerância. A montagem reúne parte do acervo exposto no Uruguai, além de produção local. São filmes, livros, estudos, obras de museus brasileiro e depoimentos de sobreviventes que residem no Brasil.
A exposição também faz uma justa homenagem a Ben Abraham, sobrevivente da Shoá e vice-presidente da Sherit Hapletá, a Associação Mundial dos Sobreviventes do Holocausto.
sábado, 8 de maio de 2010
Sou Judeu... (legendas em espanhol)
na coordenaçao, Kobi Oz, que lançou há pouco o CD Mizmorê Nevuchim, Os Cânticos dos Perplexos - num jogo de palavras com o Guia dos Perplexos de Maimonides, o Moré Nevuchim.
Ok, um tanto We Are the World demais para o meu gosto, mas quem sabe lembre a quem é judeu o que ele é, e que há mais de um modo de ser judeu.
Shavua tov, uma boa semana a todos.
na coordenaçao, Kobi Oz, que lançou há pouco o CD Mizmorê Nevuchim, Os Cânticos dos Perplexos - num jogo de palavras com o Guia dos Perplexos de Maimonides, o Moré Nevuchim.
Ok, um tanto We Are the World demais para o meu gosto, mas quem sabe lembre a quem é judeu o que ele é, e que há mais de um modo de ser judeu.
Shavua tov, uma boa semana a todos.
sábado, 27 de março de 2010
Ioel Moshe Salomon, o Rabino Alado
Aqui uma sugestão do que aconteceu com o rabino Ioel Moshe Salomon quando saiu voando por aí... divirtam-se!
[o rabino Ioel Moshe Salomon chega voando à casa do Dr. Mazaraki]
"Mazaraki! Mazaraki! O fantástico doutor!!!
"Quem é? Vovó?"
"Sou eu, Ioel Moishe".
"Gutman?"
"Não, não... Ioel Moishe Soilomon".
"Quem é? Zerach Barnet?"
"Não, não! Ioel Moishe Salomon, com a espada na cintura!"
"Eu tinha certeza que você tinha sido morto!"
"Quem me dera! Veja no que me tornei..."
"Quando aconteceu?"
"Quando aconteceu... de madrugada, antes do nascer do sol"
"Como?"
"De repente me nasceram tampampampam... asas de pássaro!"
"Que absurdo! Você veio se vingar!"
"Você se lembra daquela manhã úmida de 1878?"
"Não! Eu me lembro de uma manhã de ventania de 1897. Em uma manhã úmida de 1878 eu não me animaria a levantar da cama. Estava úmido!"
"Pára de discutir comigo. Você não se lembra que fomos dar uma volta perto do rio Yarkon?"
"Digamos que sim."
"Você não se lembra de ter dito 'Se não há pássaros cantando, a morte reina por aqui, vou me mandar, melhor sair daqui rápido'?"
"Digamos que eu disse isso, e aí, eu estava sozinho? Houve outros que se mandaram comigo!"
"Você não se lembra que eu disse com os dois olhos brilhando 'Eu vou ficar à noite aqui sobre esta colina'?"
"Host Guezucht (e o que você quer), então você disse! O que é que eu posso fazer? Você já era adulto, decidiu o que decidiu, que culpa tenho eu?!"
"Que Host Guezucht, Host Gezucht, você não vê o que eu virei?"
"Me diz uma coisa, de onde eu tenho que saber como isso aconteceu com você? Quem sabe é hereditário? Quem sabe tinha que ser assim? Sei lá... o que você fez naquela noite? vai saber se você pegou uma putana na Gueda Hasemalit (clube cultural alternativo em Tel Aviv)?"
"Como você ousa... Eu fiquei ali toda a noite! Eu não sou como você, sou uma pessoa de princípios! Eu lhe digo que 'de madrugada antes do sol raiar... de repente me apareceram, como pássaros, asas prá voar' e você me vem com essa de 'putana da Gueda Hasemalit??? Como você ousa... eu fiquei ali até de manhã... 'e quando a manhã de novo surgiu entre os montes, o vale amaldiçoado se encheu de pássaros a cantar'... e todos eles machos, querendo me 'ferrar'."
"E por que você não voltou?"
"Como eu iria voltar? Com que cara? Assim, com estas asas? Nem gente, nem pássaro... sai um indivíduo de manhã com uma espada na cintura e volta de noite como um frango?! Que cara eu tinha??"
"Chega. Você sabe que não importa, você sabe que não é importante. Com asas, sem asas, é só a aparência, e aí?"
"Não é verdade, eu sou um monstro!"
"Você não é um monstro... vem, vem, senta, eu vou te dar um pouco de migalha de pão... você ainda vai ver... quando o rio Yarkon estiver no máximo de sua vazão, os pássaros ainda estarão cantando para Ioel Moishe Salomon... 'Numa manhã úmida de 1878, na época da colheita das uvas, saíram de Iafo em seus cavalos, os cinco cavaleiros...' "
Bom, esta é apenas uma versão do que aconteceu com o rabino alado Ioel Moshe Salomon... mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu :-)
Chag Pessach Sameach
Aqui uma sugestão do que aconteceu com o rabino Ioel Moshe Salomon quando saiu voando por aí... divirtam-se!
[o rabino Ioel Moshe Salomon chega voando à casa do Dr. Mazaraki]
"Mazaraki! Mazaraki! O fantástico doutor!!!
"Quem é? Vovó?"
"Sou eu, Ioel Moishe".
"Gutman?"
"Não, não... Ioel Moishe Soilomon".
"Quem é? Zerach Barnet?"
"Não, não! Ioel Moishe Salomon, com a espada na cintura!"
"Eu tinha certeza que você tinha sido morto!"
"Quem me dera! Veja no que me tornei..."
"Quando aconteceu?"
"Quando aconteceu... de madrugada, antes do nascer do sol"
"Como?"
"De repente me nasceram tampampampam... asas de pássaro!"
"Que absurdo! Você veio se vingar!"
"Você se lembra daquela manhã úmida de 1878?"
"Não! Eu me lembro de uma manhã de ventania de 1897. Em uma manhã úmida de 1878 eu não me animaria a levantar da cama. Estava úmido!"
"Pára de discutir comigo. Você não se lembra que fomos dar uma volta perto do rio Yarkon?"
"Digamos que sim."
"Você não se lembra de ter dito 'Se não há pássaros cantando, a morte reina por aqui, vou me mandar, melhor sair daqui rápido'?"
"Digamos que eu disse isso, e aí, eu estava sozinho? Houve outros que se mandaram comigo!"
"Você não se lembra que eu disse com os dois olhos brilhando 'Eu vou ficar à noite aqui sobre esta colina'?"
"Host Guezucht (e o que você quer), então você disse! O que é que eu posso fazer? Você já era adulto, decidiu o que decidiu, que culpa tenho eu?!"
"Que Host Guezucht, Host Gezucht, você não vê o que eu virei?"
"Me diz uma coisa, de onde eu tenho que saber como isso aconteceu com você? Quem sabe é hereditário? Quem sabe tinha que ser assim? Sei lá... o que você fez naquela noite? vai saber se você pegou uma putana na Gueda Hasemalit (clube cultural alternativo em Tel Aviv)?"
"Como você ousa... Eu fiquei ali toda a noite! Eu não sou como você, sou uma pessoa de princípios! Eu lhe digo que 'de madrugada antes do sol raiar... de repente me apareceram, como pássaros, asas prá voar' e você me vem com essa de 'putana da Gueda Hasemalit??? Como você ousa... eu fiquei ali até de manhã... 'e quando a manhã de novo surgiu entre os montes, o vale amaldiçoado se encheu de pássaros a cantar'... e todos eles machos, querendo me 'ferrar'."
"E por que você não voltou?"
"Como eu iria voltar? Com que cara? Assim, com estas asas? Nem gente, nem pássaro... sai um indivíduo de manhã com uma espada na cintura e volta de noite como um frango?! Que cara eu tinha??"
"Chega. Você sabe que não importa, você sabe que não é importante. Com asas, sem asas, é só a aparência, e aí?"
"Não é verdade, eu sou um monstro!"
"Você não é um monstro... vem, vem, senta, eu vou te dar um pouco de migalha de pão... você ainda vai ver... quando o rio Yarkon estiver no máximo de sua vazão, os pássaros ainda estarão cantando para Ioel Moishe Salomon... 'Numa manhã úmida de 1878, na época da colheita das uvas, saíram de Iafo em seus cavalos, os cinco cavaleiros...' "
Bom, esta é apenas uma versão do que aconteceu com o rabino alado Ioel Moshe Salomon... mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu :-)
Chag Pessach Sameach
A Balada de Ioel Moshe Salomon
A famosa canção, com letra de Ioram Taharlev e música de Shalom Chanoch, marca para alguns o início da época das baladas e do rock israeli. Arik Einstein a cantou em ritmo que puxa mais para o country - realmente me parece difícil chamar isso de rock, no máximo uma clara influência da música americana do final dos anos 1960.
Petach Tikva
A canção conta uma lenda relacionada com a cidade de Petach Tikva, fundada por colonos judeus ortodoxos vindos da Cidade Velha de Jerusalem. David Gutman, Iehoshua Stampfer e o rabino Ioel Moshe Salomon - a quem se juntou Zerach Barnet - compraram terras pantanosas dos habitantes árabes da aldeia de Uhm-Labes, ali se instalaram, e no dia 8 de julho de 1878 fundaram a cidade de Petach Tikva. o nome é inspirado em uma passagem do livro do profeta Hoshéa (Oséias): "E dali lhe devolverei seus vinhedos e lhe abrirei uma Passagem de Esperança [Petach Tikva]"(Oséias 2:17).
Junto com a aldeia de Rosh Piná (fundada algumas semanas antes), Petach Tikva foi a primeira colônia dos tempos modernos na Terra de Israel.
A canção se baseia em um relato segundo o qual Gutman, Stampfer, Barnet e o rabino Ioel Moshe Salomon foram se aconselhar com o Dr. Mazariki, que vivia em Iafo, antes comprar as terras dos aldeões árabes. o médico os acompanhou para ver o terreno pantanoso, observou, pensou, e teria dito: “Estive parado todo o tempo aqui observando o céu, para ver se havia pássaros voando, mas não vi nenhum. Por outro lado, esta terra tem grãos espalhados, minhocas, insetos e répteis de todo tipo, e todos eles servem de alimento para os pássaros, por isso não há explicação do por que eles não existem por aqui.. Talvez as aves sigam seu instinto natural e não se aproximam daqui para se preservarem. Melhor sair daqui, meu amigos, este não me parece ser um bom lugar, ele devora seus habitantes".
Apesar das advertências, o terreno foi comprado. De fato muita gente morreu de malária, mas o rabino Salomon foi daqueles que decidiu ficar, e hoje Petach Tîkva é uma importante cidade da região central do Estado de Israel.
Mas vamos à canção - que faz parte dos meus estudos rabínicos sobre música israelense e judaísmo. Shavua tov, e Chag Pessach Sameach
A Balada de Ioel Moshe Salomon
A famosa canção, com letra de Ioram Taharlev e música de Shalom Chanoch, marca para alguns o início da época das baladas e do rock israeli. Arik Einstein a cantou em ritmo que puxa mais para o country - realmente me parece difícil chamar isso de rock, no máximo uma clara influência da música americana do final dos anos 1960.
Petach Tikva
A canção conta uma lenda relacionada com a cidade de Petach Tikva, fundada por colonos judeus ortodoxos vindos da Cidade Velha de Jerusalem. David Gutman, Iehoshua Stampfer e o rabino Ioel Moshe Salomon - a quem se juntou Zerach Barnet - compraram terras pantanosas dos habitantes árabes da aldeia de Uhm-Labes, ali se instalaram, e no dia 8 de julho de 1878 fundaram a cidade de Petach Tikva. o nome é inspirado em uma passagem do livro do profeta Hoshéa (Oséias): "E dali lhe devolverei seus vinhedos e lhe abrirei uma Passagem de Esperança [Petach Tikva]"(Oséias 2:17).
Junto com a aldeia de Rosh Piná (fundada algumas semanas antes), Petach Tikva foi a primeira colônia dos tempos modernos na Terra de Israel.
A canção se baseia em um relato segundo o qual Gutman, Stampfer, Barnet e o rabino Ioel Moshe Salomon foram se aconselhar com o Dr. Mazariki, que vivia em Iafo, antes comprar as terras dos aldeões árabes. o médico os acompanhou para ver o terreno pantanoso, observou, pensou, e teria dito: “Estive parado todo o tempo aqui observando o céu, para ver se havia pássaros voando, mas não vi nenhum. Por outro lado, esta terra tem grãos espalhados, minhocas, insetos e répteis de todo tipo, e todos eles servem de alimento para os pássaros, por isso não há explicação do por que eles não existem por aqui.. Talvez as aves sigam seu instinto natural e não se aproximam daqui para se preservarem. Melhor sair daqui, meu amigos, este não me parece ser um bom lugar, ele devora seus habitantes".
Apesar das advertências, o terreno foi comprado. De fato muita gente morreu de malária, mas o rabino Salomon foi daqueles que decidiu ficar, e hoje Petach Tîkva é uma importante cidade da região central do Estado de Israel.
Mas vamos à canção - que faz parte dos meus estudos rabínicos sobre música israelense e judaísmo. Shavua tov, e Chag Pessach Sameach
A Balada de Ioel Moshe Salomon
הבלדה על יואל משה סלומון (1969)
מילים: יורם טהר לב
לחן: שלום חנוך
בבוקר לח בשנת תרל"ח, עת בציר הענבים,
יצאו מיפו על סוסים, חמשת הרוכבים.
שטמפפר בא וגוטמן בא, וזרח ברנט,
ויואל משה סלומון, עם חרב באבנט
איתם רכב מזרקי , הדוקטור הכסוף,
לאורך הירקון הרוח שר בקני הסוף
ליד אומלבס הם חנו, בלב ביצות וסבך,
ועל גבעה קטנה טיפסו, לראות את הסביבה.
אמר להם מזרקי , אחרי שעה קצרה:
"איני שומע ציפורים, וזה סימן נורא.
אם ציפורים אינן שרות, המוות פה מולך,
כדאי לצאת מפה מהר, הנה אני הולך".
קפץ הדוקטור על סוסו, כי חס על בריאותו,
והרעים שלושתם יצאו, לשוב לעיר איתו.
אמר אז יואל סלומון, ושתי עיניו הוזות:
"אני נשאר הלילה פה, על הגבעה הזאת".
והוא נשאר על הגבעה, ובין חצות לאור,
פתאום צמחו לסלומון, כנפיים של ציפור.
לאן הוא עף, לאן פרח - אין איש אשר ידע,
אולי היה זה רק חלום, אולי רק אגדה.
אך כשהבוקר שוב עלה, מעבר להרים,
העמק הארור נמלא, ציוץ של ציפורים.
ויש אומרים כי עד היום, לאורך הירקון,
הציפורים שרות על יואל משה סלומון.
יצאו מיפו על סוסים, חמשת הרוכבים.
שטמפפר בא וגוטמן בא, וזרח ברנט,
ויואל משה סלומון, עם חרב באבנט
איתם רכב מזרקי , הדוקטור הכסוף,
לאורך הירקון הרוח שר בקני הסוף
ליד אומלבס הם חנו, בלב ביצות וסבך,
ועל גבעה קטנה טיפסו, לראות את הסביבה.
אמר להם מזרקי , אחרי שעה קצרה:
"איני שומע ציפורים, וזה סימן נורא.
אם ציפורים אינן שרות, המוות פה מולך,
כדאי לצאת מפה מהר, הנה אני הולך".
קפץ הדוקטור על סוסו, כי חס על בריאותו,
והרעים שלושתם יצאו, לשוב לעיר איתו.
אמר אז יואל סלומון, ושתי עיניו הוזות:
"אני נשאר הלילה פה, על הגבעה הזאת".
והוא נשאר על הגבעה, ובין חצות לאור,
פתאום צמחו לסלומון, כנפיים של ציפור.
לאן הוא עף, לאן פרח - אין איש אשר ידע,
אולי היה זה רק חלום, אולי רק אגדה.
אך כשהבוקר שוב עלה, מעבר להרים,
העמק הארור נמלא, ציוץ של ציפורים.
ויש אומרים כי עד היום, לאורך הירקון,
הציפורים שרות על יואל משה סלומון.
A Balada de Ioel Moshe Salomon
Letra: Ioram Tahar-Lev
Música: Shalom Chanoch
Tradução/Versão: Uri Lam
Em uma manhã nublada de 5638 (1878),
na época da colheita das uvas
partiram de Iafo em seus cavalos, os cinco cavaleiros.
Stampfer foi, Gutman foi, e Zerach Barnet
E com espada na cintura, Yoel Moshe Salomon.
Com eles viajava Mazaraki, o fantástico doutor,
Ao longo do Yarcon o vento zunia entre o canavial
Perto de Uhm’Labes pararam no meio do pantanal
E subiram numa colina, para olhar ao redor.
Não passou muito tempo e Mazaraki lhes disse:
“Não ouço pássaros, péssimo sinal.
Se não há aves cantando, por aqui reina a morte e o mal
eu vou me mandar − melhor sair rápido daqui”.
O doutor saltou sobre seu cavalo, temendo pela saúde,
E os outros três medrosos voltaram com ele prá cidade.
Então disse Ioel Solomon, seus dois olhos a brilhar:
"Esta noite sobre esta colina eu vou ficar”.
E ele ficou na colina − e à noite, antes do sol raiar
De repente, como ave, em Salomon havia asas prá voar.
Prá onde voou, onde foi parar – ninguém saberá,
Talvez foi somente um sonho ou uma lenda – quem dirá?
Mas quando o dia nasceu de novo entre os montes,
o amaldiçoado vale estava cheio de aves a cantar.
E há quem diga que até hoje, ao longo do Yarkon,
As aves cantam a história de Ioel Moshe Salomon.
na época da colheita das uvas
partiram de Iafo em seus cavalos, os cinco cavaleiros.
Stampfer foi, Gutman foi, e Zerach Barnet
E com espada na cintura, Yoel Moshe Salomon.
Com eles viajava Mazaraki, o fantástico doutor,
Ao longo do Yarcon o vento zunia entre o canavial
Perto de Uhm’Labes pararam no meio do pantanal
E subiram numa colina, para olhar ao redor.
Não passou muito tempo e Mazaraki lhes disse:
“Não ouço pássaros, péssimo sinal.
Se não há aves cantando, por aqui reina a morte e o mal
eu vou me mandar − melhor sair rápido daqui”.
O doutor saltou sobre seu cavalo, temendo pela saúde,
E os outros três medrosos voltaram com ele prá cidade.
Então disse Ioel Solomon, seus dois olhos a brilhar:
"Esta noite sobre esta colina eu vou ficar”.
E ele ficou na colina − e à noite, antes do sol raiar
De repente, como ave, em Salomon havia asas prá voar.
Prá onde voou, onde foi parar – ninguém saberá,
Talvez foi somente um sonho ou uma lenda – quem dirá?
Mas quando o dia nasceu de novo entre os montes,
o amaldiçoado vale estava cheio de aves a cantar.
E há quem diga que até hoje, ao longo do Yarkon,
As aves cantam a história de Ioel Moshe Salomon.
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