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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Guilad Shalit, que bom que você voltou para casa
Oração de agradecimento pela libertação de Guilad Shalit
Retirar da prisão os prisioneiros e do cárcere os que estão nas trevas (Isaías 42:7 – da haftará desta semana, Parashat Bereshit).
Este é o dia que o Eterno fez, vamos nos alegrar e nos regozijar (Salmos 118:24).
Nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, neste grande dia, tempo de nossa alegria, nós dirigimos nossos corações para Ti com felicidade e contentamento, mexidos e agradecidos por Tua grande bondade que Tu fizeste com Guilad ben Aviva ve-Noam Shalit e com todo o Povo de Israel, por tê-lo retornado em paz do seu cativeiro para a sua família, seu país e seu povo. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por libertar os cativos.
Nós estamos emocionados porque se realizaram com ele e conosco as palavras do Profeta Jeremias: “Contenha a tua voz do choro e os teus olhos das lágrimas, porque a tua obra tem seu pagamento ─ palavras do Eterno ─ e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Eterno ─ palavras do Eterno ─ e teus filhos voltarão às suas fronteiras” (Jeremias 31:15-16). Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por auxiliar Israel com bravura.
Seja a Tua vontade, Eterno nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, que neste dia e em todos os dias que virão, o prisioneiro que foi redimido conheça alegria no coração, tranquilidade na alma e sucesso em todos os atos de suas mãos, juntamente com toda a sua família e com todos os seus irmãos e irmãs de Israel. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por conceder forças aos cansados.
Deus que escuta a oração e que presenteia com a vida, seja a Tua vontade que os sentimentos de fraternidade e de envolvimento mútuo que cobrem o Teu Povo de Israel nestes dias se mantenham entre nós nos dias que virão, e que o dito “Todo aquele que salva uma vida equivale a salvar um mundo inteiro” (San’hedrin 4,5) continue a orientar o Estado, seus dirigentes, ministros e cidadãos. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, por coroar Israel com glória.
Soberano do Universo, Deus da alegria da nossa felicidade, seja a Tua vontade que depois do resgate de Guilad Shalit não ocorra mais nenhum dano nem prejuízo aos filhos do Teu povo, nem neste ano, tampouco nos próximos anos, que venham a nós para o bem, mas sim espalhe, com a Tua ampla bondade, uma tenda de benignidade, de vida e de paz, sobre nós, sobre todo o Povo de Israel e sobre todos os habitantes do planeta. Que esta seja a Sua vontade ─ e digamos amen. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos fizeste viver, nos mantiveste e nos fizeste chegar até este momento.


Esta esta oração de agradecimento foi escrita com base nas orações de agradecimento da Assembleia Rabínica do Movimento Massorti e na oração do rabino Yehoram Mazor no sidur Haavodá Shebalêv).
Tradução do hebraico (abaixo): Uri Lam



כמה טוב שבאת הביתה
תפילת הודיה על שחרורו של גלעד שליט
לְהוֹצִיא מִמַּסְגֵּר אַסִּיר, מִבֵּית כֶּלֶא יֹשְׁבֵי חֹשֶׁךְ.
זֶה הַיּוֹם עָשָׂה יְהוָה, נָגִילָה וְנִשְׂמְחָה בוֹ.
אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, בְּיוֹם גָּדוֹל זֶה, זְמַן שִׂמְחָתֵנוּ, אָנוּ נוֹשְׂאִים לְבָבֵנוּ אֶליך בְּגִילָה וּבְשִׂמְחָה, בִּרְעָדָה וּבְהוֹדָיָה עַל חַסְדְּךָ הַגָּדוֹל שֶׁעָשִׂיתָ עִם גִּלְעָד בֶּן אֲבִיבָה וְנֹעַם וְעִם כָּל עַם יִשְֹרָאֵל, שֶׁהֲשִׁיבוֹתָ אוֹתוֹ בְשָׁלוֹם מִשִּׁבְיוֹ לְמִשְׁפַּחְתּוֹ וּלְאַרְצוֹ וּלְעַמּוֹ.  בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם, מַתִיר אַסוּרִים.
נִרְגַּשִים אֲנוּ כִּי הִתְקָיְמָה בּוֹ וּבַנּוּ דִבְרֵי הַנַבִיא ירמיהו:  "מִנְעִי קוֹלֵךְ מִבֶּכִי וְעֵינַיִךְ מִדִּמְעָה כִּי יֵשׁ שָׂכָר לִפְעֻלָּתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ מֵאֶרֶץ אוֹיֵב: וְיֵשׁ תִּקְוָה לְאַחֲרִיתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ בָנִים לִגְבוּלָם". בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. אוֹזֶר יִשְרָאֵל בִּגְבוּרָה.
יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ, יהוה אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, שֶׁבְּיוֹם זֶה וּבְכָל הַיָּמִים הַבָּאִים יֵדַע הַשָּׁבוּי שֶׁנִּפְדָה שִׂמְחָה בַּלֵּב וְשַׁלְוָה בַּנֶּפֶשׁ וְהַצְלָחָה בְּכָל מַעֲשֵׂה יָדָיו, יַחַד עִם כָּל בְּנֵי מִשְׁפַּחְתּוֹ וְעִם כָּל יִשְׂרָאֵל אֶחָיו וַאֱחיוֹתַיו. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. הַנּוֹתֵן לַיָּעֵף כֹּחַ.
אֵל שוֹמֶעֶ תְּפִילָּה וְחַפֶץ בַּחַיִּים, יְהִי רָצוֹן שֶרִגְשֵי הַאֲחַווָה וְהַעַרְבוּת הַהַדָדִית הַעֹטְפוֹת אֶת עַמְךָ יִשְרָאֵל בְּיָמִים אֶלֵּה יתקימו בַּנוּ גַּם בַּיָמִים הַבַֹאִים, וְשֶהַמַאֲמָר "כָּל הַמְקָיֶים נֶפֶש אֲחַת מַעֲלִים עַלַיו כְּאִילּוּ קִייֵם עוּלֶם מַלֵא" יָמְשִיךְ לְהַדְרִיךְ אֶת הַמְדִינָה, רֹאשֶיהַ, שַרֵיהַ וְאֱזְרַחֵיהַ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. עוֹטֶר יִשְרָאֵל בְּתִּפְאַרָה.
רִבּוֹן הָעוֹלָמִים, אֵל שִׂמְחַת גִּילֵנוּ, יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ שֶׁעֵקֶב פִּדְיוֹנוֹ של גלעד שליט לֹא יְאֻנּוּ כָּל פֶּגַע אוֹ רָעָה לִבְנֵי עַמֶּךָ לֹא בַּשָּׁנָה הַזֹּאת וְלֹא בְּכָל הַשָּׁנִים הַבָּאוֹת עָלֵינוּ לְטוֹבָה, אֶלָּא פְּרֹשׂ בְּרַחֲמֶיךָ הָרַבִּים סֻכַּת רַחֲמִים וְחַיִּים וְשָׁלוֹם, עָלֵינוּ, וְעַל כָּל יִשְרָאֵל, וְעַל כָּל יֹּשְבֵי תֶבֶל. וְכֵן יְהִי רָצוֹן וְנֹאמַר אָמֵן. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְמַן הַזֶּה.


התפילה נכתבה על בסיס תפילות ההודיה של כנסת הרבנים של התנועה המסורתית ותפילתו של הרב יהורם מזור (העבודה שבלב – המרכז להתחדשות התפילה)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Guma Aguiar - de volta a Israel

O judeu americano de origem brasileira Guma Aguiar voltou para Israel.
por algum motivo que nao sei qual é, quase todos os dias alguém visita meu blog em busca de informações sobre este que é um dos maiores patrocinadores de iniciativas esportivas, beneficentes, sociais e judaicas - em especial o programa Taglit e o Beit Chabad.
Pois encontrei um video recente sobre Guma Aguiar, saudável, e aparentemente de volta com alegria e com seu apoio incondicional às instituiçoes com as quais se identifica.
Já visto como "o salvador da Pátria" por alguns, como figura excêntrica e ideias megalomaníacas por outros, Guma passou por tantas pressões que acabou, ao que parece, tendo surtos psicóticos que o levaram a afirmar, por exemplo, que havia entrado em Gaza e libertado o soldado Guilad Shalit - até hoje cativo nas mãos do Hamas, em Gaza.
Seja o que for, sem conhecê-lo, tenho grande simpatia por Guma Aguiar. Ele realmente ama Israel, ama o clube Betar de Jerusalém, que segue apoiando, ama o Beit Chabad, que o acolheu nos momentos mais difíceis.
Para quem for que visita o site em busca de informações, eis um belo vídeo, mostrando o Guma que Israel aprendeu a gostar, por sua simpatia e pelo apoio, com todas as suas forças, em favor das causas que lhe falam ao coração.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

14 De Dezembro de 2010
Ao Primeiro-Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu
Gabinete do Primeiro-Ministro
Kiryat Hamemshalá
Jerusalem, Israel
Prezado Sr. Primeiro-Ministro,
Nós estamos profundamente gratos a você, como já dissemos anteriormente, por sua posição sobre o Projeto de Lei sobre conversões do parlamentar da Knesset, David Rotem, que foi apresentado no verão passado. A sua boa vontade em pedir um “congelamento” para esta legislação a fim de encontrar uma solução aceitável para todos os lados foi saudada por nós e pelos judeus em todo o mundo.
Nós também queremos expressar o nosso forte apoio aos esforços atuais do parlamentar Rotem para preservar as possibilidades de conversão para aqueles que servem na Tzahal (Exército de Defesa de Israel).
No entanto, estamos muito preocupados com relatos de que os Projetos de Lei Rotem I e II estão sendo ligados e que o apoio para o primeiro projeto de lei será uma condição para que o segundo projeto de lei seja aprovado. Continuamos a ser fortemente contrários, em quaisquer circunstâncias, ao projeto de lei Rotem original tal como está escrito no momento. A grande maioria dos judeus americanos é contra esse projeto de lei, assim como a maioria dos judeus em todo o mundo.
Em seu emocionante discurso em Nova Orleans, o senhor expressou as suas próprias preocupações sobre a legislação e a necessidade de preservar a unidade judaica. Nas suas palavras: “Qualquer judeu, de qualquer denominação, terá sempre o direito de voltar para casa, para o Estado Judeu. Pluralismo religioso e tolerância sempre orientarão a minha política”, inspirou nossas comunidades.
Natan Sharansky, ao seu comando, tem feito um trabalho excepcional em tentar encontrar uma solução justa, e estamos ansiosos para ver este trabalho seguir adiante.
Você falou eloquentemente sobre os perigos com os quais Israel se confronta. Nossos movimentos, unidos a judeus de toda parte, trabalham todos os dias para defender Israel contra as ameaças de um Irã nuclear e das campanhas de demonização deslegitimação  dirigidos contra o Estado Judeu.
Pedimos que você, Sr. Primeiro-Ministro, se oponha aos esforços legislativos que nos dividem.  Nestes tempos perigosos para o Estado de Israel e para o Povo Judeu, trabalhemos naquilo que nos une. 
União pelo Judaísmo Reformista (URJ)
Conferência Central dos Rabinos Americanos (CCAR)
Associação Reformista Sionista da América (ARZA)
União Mundial pelo Judaísmo Progressista (WUPJ)
Movimento Israelense pelo Judaísmo Progressista (IMPJ)
Federação Internacional de Sionistas Religiosos Reformistas e Progressistas (ARZENU)
Sinagoga Unida pelo Judaísmo Conservador
Assembleia Rabínica
Fundação Masorti
Movimento Masorti de Israel
MERCAZ USA
MERCAZ Olami
Conselho Mundial das Sinagogas Conservadoras/Masortis (Masorti Olami)

sábado, 19 de junho de 2010

Editorial do jornal Jerusalem Post
Os Judeus Perdidos - Charedim estão abandonando os verdadeiros valores judaicos
Tradução: Uri Lam
O abandono coletivo dos autênticos valores judaicos parece ter passado dos limites na comunidade charedi. Nada mais pode explicar o fenômeno de dezenas de milhares de fanáticos religiosos, vestidos com chapéus e casacos pretos, congregados sob um escaldante sol do meio-dia para lutar pelo direito de discriminar seus irmãos judeus.
Um grupo de famílias charedis (ultraortodoxas) na cidade de Emanuel tem se recusado diligentemente há meses a acatar a decisão da Supremo Tribunal de Justiça israelense, que reflete o que a Supremo Tribunal de Justiça americano no caso Brown X Conselho de Educação decidiu legislar em 1954: a segregação é injusta. As famílias ashkenazis de Emanuel, a maioria delas membros do movimento chassídico conhecido como Slonim, recusaram-se a integrar suas filhas, alunas do ensino fundamental, a um grupo de seus pares sefardis. Em vez disso, eles insistem em manter uma “quota” de meninas safardis de “qualidade” que compõe cerca de um quarto de todos os alunos da escola, separando-se do restante das alunas. Ao mesmo tempo, eles insistem em receber o custeio financeiro integral do Estado de Israel para o seu empreendimento educacional segregado.
Os muros dentro da escola e no playground, que antes separavam as áreas “ashkenazi” e “sefardi”, foram postas abaixo por ordem do Tribunal de Justiça. Em decorrência disso, as famílias ashkenazis, em violação à lei de educação obrigatória, recusaram-se a enviar suas filhas à escola. Tentativas de se chegar a um compromisso foram refutadas por ordem do rabino Aharon Barazovsky, líder dos Chassidim Slonim. As famílias foram multadas por terem ido contra a decisão da justiça, o que não surtiu nenhum efeito. Finalmente, os juízes perderam a paciência e ordenaram que mães e pais fossem para a prisão durante as últimas duas semanas do ano escolar.
Alguém pode argumentar que o tribunal de justiça foi imprudente ao mandar prender pais e mães obstinados, mesmo por um curto período. Verdade, eles receberão condições especiais na prisão, incluindo celas separadas, mas eles não são criminosos no sentido convencional. Eles são culpados manter o parecer – generalizado na comunidade charedi – de que os sefardim são culturalmente inferiores aos ashkenazim. Até mesmo alguns sefardim partilham deste parecer, o que explica por que muitos – incluindo proeminentes parlamentares do partido (ortodoxo sefardi) Shas – optarem por enviar seus filhos para escolas ashkenazis, enquanto ao mesmo tempo lutam para garantir a manutenção de uma forte maioria ashkenazi.
Enquanto isso, durante as manifestações em massa da última quinta-feira (17/06/2010), que reuniram mais de 100 mil em Jerusalém e em Bnei Brak, os líderes charedis, em uma percepção contorcida da história, compararam a decisão do Supremo Tribunal aos incidentes de repressão perpetrado pelos gregos, pelos romanos, pela Rússia czarista e até mesmo pela Alemanha nazista.
O rabino Yosef Efrati, um protégé do rabino Yossef Shalom Elyashiv, a mais importante autoridade haláchica viva para os ashkenazis ultraortodoxos, comparou a tentativa do Supremo Tribunal de reunir estudantes de diversos backgrounds a idólatras que se esforçam para obrigar judeus a se curvar para uma estátua (acusou-os de avodá zará).
Não, rabino Efrati, concordar em estudar com colegas judeus provenientes de formações culturais diferentes como condição para receber fundos estatais não é idolatria – é agir como mentsch – como gente. Mesmo que os Chassidim Slonim não se beneficiassem da ampla generosidade do Estado sionista, eles deveriam aceitar meninas do ensino fundamental diferentes deles mesmos – mesmo aquelas com um nível mais baixo de observância religiosa – como uma expressão de respeito para com seus correligionários judeus. Esta é a maneira pela qual agem o Chabad e os sionistas religiosos, entre outros.
Chamar este tipo de acordo de avodá zará, de idolatria, é uma distorção do judaísmo. Compará-la com a situação na Rússia czarista revela uma total falta de apreço pelo papel do Estado Judeu em ajudar o judaísmo ultraortodoxo a se reconstruir depois do Holocausto. Graças à segurança fornecida pela Tzahal, as Forças de Defesa de Israel, pelos generosos fundos disponibilizados por sucessivos governos e pela isenção desfrutada pelos jovens homens charedis da obrigação para servir a Tzahal, hoje em dia há mais judeus religiosos dedicando-se ao estudo da Torá em tempo integral do que jamais houve na história. E eles têm o privilégio de fazê-lo na Terra de Israel, graças aos sionistas seculares cuja iniciativa rompeu quase 2 mil anos de exílio humilhante.
Tampouco a comunidade charedi parece apreciar a democracia de Israel. Apesar do curto prazo, a polícia resguardou com todo o cuidado o direito da comunidade ultraortodoxa de protestar contra a decisão do Supremo Tribunal. Os líderes charedis estavam livres para criticar publicamente o Tribunal e o Estado. Se um dia o ultraortodoxos se tornarem a maioria em Israel, será que eles tratariam os grupos minoritários de forma tão justa? Pergunte às meninas sefardis que foram colocadas do muro para fora em Emanuel.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

DECLARAÇÃO POR ISRAEL E PELA PAZ 
As comunidades judaicas da América Latina, representadas pelo Congresso Judaico Latino-americano, expressam seu pesar ante a violência e perda de vidas ocasionadas durante a ação do exército israelense no dia 31 de maio de 2010, através da qual teve que assumir o controle de um barco que se dirigia ilegalmente a Gaza.
Lamentamos que os organizadores desta ação política tenham se negado a utilizar os canais existentes para a entrega de ajuda humanitária na faixa de Gaza, tal como o fazem regularmente organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as Nações Unidas. Isto mostra que a operação não tinha uma finalidade "humanitária", senão que buscava apoiar a organização terrorista Hamas, que nega a paz e o direito à existência do Estado de Israel. Como ficou evidenciado, muitos dos tripulantes destes barcos não eram pacifistas, mas provocadores e extremistas.É preocupante que grande parte da cobertura mediática internacional tenha omitido o contexto geral do conflito Palestino-Israelense, que serviu de marco de repercussão para este incidente. Consideramos fundamental que as partes deste conflito reconheçam o mútuo direito à sua existência como estados soberanos, vivendo em paz e segurança, um ao lado do outro. Nos encoraja uma visão de dois estados – um judeu e outro palestino – vivendo em paz e segurança, prosperando e iluminando o mundo com a contribuição de suas culturas. Contudo, ainda há quem acredite na solução de um estado no lugar do outro, convocando à aniquilação do Estado de Israel. Esta é a posição do grupo terrorista Hamas e de países como a República Islâmica do Irã, que apóiam e financiam o terrorismo.
O povo judeu se caracteriza por seu pluralismo e diversidade. Porém, em nossas comunidades impera um denominador comum: o apoio ao Estado de Israel. É inaceitável que, com o pretexto de criticar ações de seu governo, se questione sua legitimidade e direito à existência. É igualmente preocupante que sob a fachada do anti-israelismo se mascare una nova forma do velho antissemitismo.
A história de nossa região tem provado que a convivência entre judeus e árabes é possível. Desejamos compartilhar com o mundo esta mensagem, e não importar para a nossa região um conflito que é alheio. Imploramos para que os governos de nossos países participem na criação de condições para o diálogo, repudiando a condenação automática que não contribui para o entendimento entre as partes, e só fortalece os violentos que instigam ou desenvolvem as ações como esta que hoje lamentamos.

Congreso Judío Latinoamericano | Congresso Judaico Latino Americano | Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas | Asociación Mutual Israelita Argentina | Círculo Israelita de La Paz – Bolivia | Confederação Israelita do Brasil | Comunidad Judía de Chile | Confederación de Comunidades Judías de Colombia | Centro Israelita Sionista de Costa Rica | Congregación B'nei Israel de Costa Rica | Comunidad Judía del Ecuador | Comunidad Israelita de El Salvador | Comunidad Judía de Guatemala | Comunidad Judía de Honduras | Comité Central de la Comunidad Judía de México | Congregación Israelita de Nicaragua | Congreso Judío Panameño | Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá | Comité Representativo Israelita del Paraguay | Asociación Judía del Perú | Comité Central Israelita del Uruguay | Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela | Federación Sefaradí Latinoamericano | Confederación Latinoamericana Maccabi | WIZO – Latinoamérica | Na’amat | Consejo Internacional de Mujeres Judías | COSLA - Confederación Sionista Latinoamericana.
Uma simpática entrevista com Alejandro Eliahu

Esta simpática entrevista com Alejandro foi realizada na sinagoga Birkat Shalom, no Kibutz Gezer, em Israel. Alejandro é judeu espanhol e vem de uma família de bnei anussim, do que tem muito orgulho. Até poucos meses atrás vivia em Barcelona, onde faz parte de uma comunidade judaica liberal. Ale pensa no futuro em tornar-se rabino. Que Deus (e os amigos) lhe dê forças e coragem para esta empreitada, para que possa contribuir muito com a comunidade judaica na Espanha ou onde quer que os ventos o levem. Precisamos de mais gente como Alejandro.
abraços a todos.

domingo, 6 de junho de 2010

Ana Luiza, a médica brasileira no Exército de Israel e a Flotilha
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam

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Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana

sexta-feira, 4 de junho de 2010

We are the World: para um mundo sem noção, pacifistas de faca na mão
hay que endurecer, pero sin perder la ternura Hamas... 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Viagem de ajuda humanitária, pacífica... pacífica?

O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Hamas tinha razão
Na semana passada os líderes terroristas do Hamas disseram que se os barcos que partiram para a praia de gaza conseguissem chegar, seria uma vitória, e se nao conseguissem, seria uma vitória do mesmo jeito. Infelizmente ele tinha razão. Com a morte de pelo menos 10 pessoas no confronto com a marinha israelense, que cumpriu o prometido e buscou impedir a entrada dos barcos em Gaza, vence o cinismo. Nada melhor do que vítimas para o Hamas inverter o espelho e mostrar Israel como desumano e terrorista.
Eles sabiam, eles tinham razao. O Hamas colocou Israel numa sinuca de bico. Se chegassem a Gaza, venciam. se não chegassem e, em consequência disso morresse gente - e não venha se dizer que eram mulheres, velhinhos e crianças, porque nao eram. Eram ativistas políticos identificados com algumas lideranças terroristas, alguns conhecidos como gente que provocou atentados no passado e matou gente, era gente que sabia o que estava fazendo, eram adultos, gente que sabia do risco que estava correndo. Um risco alto. se alguém achou que era uma brincadeira, descobriu que não, ninguém está brincando. Nem o Hamas, nem Israel.
Por que nao aceitar que a ajuda humanitária passasse por verificaçao em Ashdod? Ou alguem acha que Israel nao suspeita de bombas em meio a cadeiras de rodas, alimentos e etc.? Se nao havia nada de armamentos lá, por que nao passar por uma verificaçao, como se faz, aliás, sempre que se cruzam fronteiras, nos aeroportos, portos e fronteiras terrestres no mundo inteiro. Cruzaram fronteiras? Mostrem que estao cruzando de boa fé.
Mas o intuito nao era ajudar Gaza. O intuito era demonizar Israel. Conseguiram, a custa de vidas. Mas eu não diria vidas inocentes. Crianças... ei, você colocaria seu filho num tour hoje para Gaza? de jeito nenhum. adultos assumem seus riscos, mas colocar crianças nisso seria irresponsabilidade demais.
Seja como for, isso é lamentável, chocante, e levará a mais ódio e mais morte. Exatamente o que o Hamas queria. 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Shabat shalom! Beit Tefilá Israeli, no porto de Tel Aviv - emocionante
Um novo nome para  Nova Escola Judaica
Renascença e Bialik juntam forças e histórias. Há alguns minutos recebi um e-mail do site Pletz comunicando que chegou o momento de escolher um novo nome para a escola. Sem nenhuma pretensão além da reflexão, tomo a liberdade de pensar sobre os nomes finalistas, o que eles me dizem, que espírito acho que podem passar para a futura escola. Como acho que não se deve ficar neutro, faço também a minha escolha pessoal - embora, claro, eu não voto na eleição. Mas tenho orgulho de ter estudado no Renascença, assim como admiro muito o Bialik e todos os que fizeram sua historia até aqui.
Há três nomes finalistas:

Alef: a primeira letra do alfabeto hebraico. Exprime a ideia de unidade e do princípio, do homem como unidade coletiva. Sim, o Alef é sempre um novo início, tem algo literalmente de Renascença, assim como tem algo do espírito do Bialik, de abertura, experimentação, espaço. Particularmente entendo que o Rena e o Bialik têm, cada um, belas histórias, construíram parte importante de nossa comunidade, e não estão começando do Alef. Também me soa neutro demais, em uma época em que na minha opinião é preciso defender posições religiosas, politicas e ideológicas. E creio que Rena e Bialik têm muito a dizer sobre isso e a fazer a diferença no futuro da comunidade judaica paulista e brasileira.
Martin Buber: filósofo e educador, responsável pela Filosofia do Diálogo e maior expoente do Existencialismo judaico, professor de antropologia filosófica na Universidade de Jerusalém. Uma de suas obras mais conhecidas é Eu e Tu (ou melhor, Eu-Tu), um clássico da filosofia dialógica, tão universal e tão judaico. Martin Buber também coletou contos e lendas judaicas chassídicas, que conhecemos em português na obra que ganhou no Brasil o título de "Historias do Rabi" (Ed. Perspectiva). Buber coloca o particular e o universal, o judaico e o laico, pensamento judaico e filosofia, tudo em diálogo. por seu respeito à diversidade e pela celebração da alteridade - que poderíamos dizer algo parecido em hebraico veahavtá lereachá camocha (amarás o teu próximo como a ti mesmo); por transmitir um espírito judaico pluralista e sionista, em diálogo com o pensamento e as ciências - é o meu nome preferido. Ficarei muito feliz de, quando chegar o dia, poder matricular meus filhos na Escola Judaica Martin Buber.
Chaim Weizmann foi presidente da Organização Sionista Mundial, liderou a Agência Judaica, participou ativamente na criação do Estado de Israel e foi o seu 1º. Presidente, em 1948. No campo acadêmico, fundou a Universidade Hebraica de Jerusalém, estabeleceu as bases do Instituto Weizmann, um dos maiores centros de produção científica do mundo, que hoje é uma das pontas de lança de Israel em sua liderança neste campo. Nome forte, importante. Tem ao seu lado o ímpeto em direção ao sionismo, amor a Israel e à excelência no campo das ciências. No entanto, me parece que faltaria aqui algo que levasse mais em conta as tradições judaicas em toda a sua extensão e riqueza.


Seja como for, que São Paulo tenha nesta união de forças uma escola que privilegie o ensino dos diversos valores religiosos e das diversas tradições judaicas, que mantenha e dê grande valor ao hebraico, que reforce o sionismo entre nossos jovens, que se orgulhem de construir uma coletividade em que ashkenazim e sefaradim, nascidos judeus e convertidos ao judaísmo sejam um e o mesmo povo, sem distinção. Tudo isso sem deixar de lado a excelência em todos os campos do conhecimento secular. Que nossos jovens recebam os instrumentos que os façam pensar e decidir, e não manuais de conduta (judaicos e não judaicos) de como obedecer e assim serem bons meninos e meninas. Que forme homens e mulheres capazes de liderar nossas comunidades e corajosos para criar novas, e que se destaquem em todos os campos da vida secular que optarem ocupar.
Para que no futuro possam ter seus filhos e sentirem orgulho e confiança de matriculá-los na Escola Judaica em que estudaram.
Shabat shalom
Uri Lam