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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Guilad Shalit, que bom que você voltou para casa
Oração de agradecimento pela libertação de Guilad Shalit
Retirar da prisão os prisioneiros e do cárcere os que estão nas trevas (Isaías 42:7 – da haftará desta semana, Parashat Bereshit).
Este é o dia que o Eterno fez, vamos nos alegrar e nos regozijar (Salmos 118:24).
Nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, neste grande dia, tempo de nossa alegria, nós dirigimos nossos corações para Ti com felicidade e contentamento, mexidos e agradecidos por Tua grande bondade que Tu fizeste com Guilad ben Aviva ve-Noam Shalit e com todo o Povo de Israel, por tê-lo retornado em paz do seu cativeiro para a sua família, seu país e seu povo. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por libertar os cativos.
Nós estamos emocionados porque se realizaram com ele e conosco as palavras do Profeta Jeremias: “Contenha a tua voz do choro e os teus olhos das lágrimas, porque a tua obra tem seu pagamento ─ palavras do Eterno ─ e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Eterno ─ palavras do Eterno ─ e teus filhos voltarão às suas fronteiras” (Jeremias 31:15-16). Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por auxiliar Israel com bravura.
Seja a Tua vontade, Eterno nosso Deus e Deus de nossos Patriarcas e Matriarcas, que neste dia e em todos os dias que virão, o prisioneiro que foi redimido conheça alegria no coração, tranquilidade na alma e sucesso em todos os atos de suas mãos, juntamente com toda a sua família e com todos os seus irmãos e irmãs de Israel. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, por conceder forças aos cansados.
Deus que escuta a oração e que presenteia com a vida, seja a Tua vontade que os sentimentos de fraternidade e de envolvimento mútuo que cobrem o Teu Povo de Israel nestes dias se mantenham entre nós nos dias que virão, e que o dito “Todo aquele que salva uma vida equivale a salvar um mundo inteiro” (San’hedrin 4,5) continue a orientar o Estado, seus dirigentes, ministros e cidadãos. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do universo, por coroar Israel com glória.
Soberano do Universo, Deus da alegria da nossa felicidade, seja a Tua vontade que depois do resgate de Guilad Shalit não ocorra mais nenhum dano nem prejuízo aos filhos do Teu povo, nem neste ano, tampouco nos próximos anos, que venham a nós para o bem, mas sim espalhe, com a Tua ampla bondade, uma tenda de benignidade, de vida e de paz, sobre nós, sobre todo o Povo de Israel e sobre todos os habitantes do planeta. Que esta seja a Sua vontade ─ e digamos amen. Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos fizeste viver, nos mantiveste e nos fizeste chegar até este momento.


Esta esta oração de agradecimento foi escrita com base nas orações de agradecimento da Assembleia Rabínica do Movimento Massorti e na oração do rabino Yehoram Mazor no sidur Haavodá Shebalêv).
Tradução do hebraico (abaixo): Uri Lam



כמה טוב שבאת הביתה
תפילת הודיה על שחרורו של גלעד שליט
לְהוֹצִיא מִמַּסְגֵּר אַסִּיר, מִבֵּית כֶּלֶא יֹשְׁבֵי חֹשֶׁךְ.
זֶה הַיּוֹם עָשָׂה יְהוָה, נָגִילָה וְנִשְׂמְחָה בוֹ.
אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, בְּיוֹם גָּדוֹל זֶה, זְמַן שִׂמְחָתֵנוּ, אָנוּ נוֹשְׂאִים לְבָבֵנוּ אֶליך בְּגִילָה וּבְשִׂמְחָה, בִּרְעָדָה וּבְהוֹדָיָה עַל חַסְדְּךָ הַגָּדוֹל שֶׁעָשִׂיתָ עִם גִּלְעָד בֶּן אֲבִיבָה וְנֹעַם וְעִם כָּל עַם יִשְֹרָאֵל, שֶׁהֲשִׁיבוֹתָ אוֹתוֹ בְשָׁלוֹם מִשִּׁבְיוֹ לְמִשְׁפַּחְתּוֹ וּלְאַרְצוֹ וּלְעַמּוֹ.  בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם, מַתִיר אַסוּרִים.
נִרְגַּשִים אֲנוּ כִּי הִתְקָיְמָה בּוֹ וּבַנּוּ דִבְרֵי הַנַבִיא ירמיהו:  "מִנְעִי קוֹלֵךְ מִבֶּכִי וְעֵינַיִךְ מִדִּמְעָה כִּי יֵשׁ שָׂכָר לִפְעֻלָּתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ מֵאֶרֶץ אוֹיֵב: וְיֵשׁ תִּקְוָה לְאַחֲרִיתֵךְ נְאֻם ה' וְשָׁבוּ בָנִים לִגְבוּלָם". בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. אוֹזֶר יִשְרָאֵל בִּגְבוּרָה.
יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ, יהוה אֱלֹהֵינוּ וֵאלֹהֵי אֲבוֹתֵינוּ וְאִמּוֹתֵינוּ, שֶׁבְּיוֹם זֶה וּבְכָל הַיָּמִים הַבָּאִים יֵדַע הַשָּׁבוּי שֶׁנִּפְדָה שִׂמְחָה בַּלֵּב וְשַׁלְוָה בַּנֶּפֶשׁ וְהַצְלָחָה בְּכָל מַעֲשֵׂה יָדָיו, יַחַד עִם כָּל בְּנֵי מִשְׁפַּחְתּוֹ וְעִם כָּל יִשְׂרָאֵל אֶחָיו וַאֱחיוֹתַיו. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. הַנּוֹתֵן לַיָּעֵף כֹּחַ.
אֵל שוֹמֶעֶ תְּפִילָּה וְחַפֶץ בַּחַיִּים, יְהִי רָצוֹן שֶרִגְשֵי הַאֲחַווָה וְהַעַרְבוּת הַהַדָדִית הַעֹטְפוֹת אֶת עַמְךָ יִשְרָאֵל בְּיָמִים אֶלֵּה יתקימו בַּנוּ גַּם בַּיָמִים הַבַֹאִים, וְשֶהַמַאֲמָר "כָּל הַמְקָיֶים נֶפֶש אֲחַת מַעֲלִים עַלַיו כְּאִילּוּ קִייֵם עוּלֶם מַלֵא" יָמְשִיךְ לְהַדְרִיךְ אֶת הַמְדִינָה, רֹאשֶיהַ, שַרֵיהַ וְאֱזְרַחֵיהַ. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. עוֹטֶר יִשְרָאֵל בְּתִּפְאַרָה.
רִבּוֹן הָעוֹלָמִים, אֵל שִׂמְחַת גִּילֵנוּ, יְהִי רָצוֹן מִלְּפָנֶיךָ שֶׁעֵקֶב פִּדְיוֹנוֹ של גלעד שליט לֹא יְאֻנּוּ כָּל פֶּגַע אוֹ רָעָה לִבְנֵי עַמֶּךָ לֹא בַּשָּׁנָה הַזֹּאת וְלֹא בְּכָל הַשָּׁנִים הַבָּאוֹת עָלֵינוּ לְטוֹבָה, אֶלָּא פְּרֹשׂ בְּרַחֲמֶיךָ הָרַבִּים סֻכַּת רַחֲמִים וְחַיִּים וְשָׁלוֹם, עָלֵינוּ, וְעַל כָּל יִשְרָאֵל, וְעַל כָּל יֹּשְבֵי תֶבֶל. וְכֵן יְהִי רָצוֹן וְנֹאמַר אָמֵן. בָּרוּךְ אַתָּה ה' אֱלֹהֵינוּ מֶלֶךְ הָעוֹלָם. שֶׁהֶחֱיָנוּ וְקִיְּמָנוּ וְהִגִּיעָנוּ לַזְמַן הַזֶּה.


התפילה נכתבה על בסיס תפילות ההודיה של כנסת הרבנים של התנועה המסורתית ותפילתו של הרב יהורם מזור (העבודה שבלב – המרכז להתחדשות התפילה)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tommy Sands, A Voz da Razão, canta pela paz em Israel
 
Nestes tempos em que se dizer pacifista muitas vezes se tornou sinônimo do seu oposto, é reconfortante ver que ainda existem vozes que nos chamam à razão. Pacifistas que agem como pacifistas, que fazem da sua música, da sua arte, uma voz pela paz. 
Tommy Sands tem muita experiência em conflitos. O cantor de Folk, de 64 anos, tornou-se conhecido como A Voz da Razão durante as sangrentas batalhas entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.
O cantor e compositor compôs a canção “Shores of Gaza”, canção escolhida para ser o tema do navio Rachel Corrie, que partiu da Irlanda no mês passado como parte da Flotilha de Gaza. provavelmente uma boa parte de todos os que viajaram realmente eram pacifistas, no sentido original do termo, e desejavam fazer algo pela paz.
Sua canção diz assim: 
We are sailing away, with hope in our soul, Sailing to say, “You are not alone.”
Sailing today, “Salam, Shalom,”, For peace on the shores of Gaza.

[Hoje estamos navegando com esperança na alma, navegando para dizer "Vocês não estão sós". Viajando hoje, "Salam, Shalom", pela paz nas praias de Gaza.]  
Sands chegou a Israel esta semana para duas semanas de  shows por todo o país: em Jerusalém, Tel Aviv, Zichron Yaacov, Meitar e Shorashim, bem como em Belém, Ramala e Nablus. Ele explicou que sua música é de paz e que o navio que veio da Irlanda com muitos de seus amigos a bordo era de fato humanitário, ao contrário dos propósitos do Mavi Marmara, onde um grupo linchou soldados israelenses com barras de ferro, facas e canivetes e tentou sequestrar alguns deles, causando o confronto que levou à morte de nove pessoas e feridos médios e graves de ambos os lados. “A canção fala de paz e inclui as palavras 'salam' e 'shalom’ (paz, em árabe e em hebraico). Eu não tomo partido de um dos lados. Minha canção é uma canção pela paz, não apenas para os palestinos, mas também para os israelenses”, declarou Sands no dia do seu primeiro show em Belém, na segunda-feira passada.
Ele ainda afirmou: "Na Irlanda costumamos dizer que para cada problema há uma solução. Mas, agora, talvez nós tenhamos alguma experiência que poderá contribuir para pôr fim aos problemas na sua região". O cantor folk acrescentou que sofreu seguidas pressões para cancelar sua visita, mas que veio porque sua intenção é cantar pela paz. “Diziam-me que era perigoso para ativistas pacifistas ir para Israel – que ativistas estavam sendo mortos. Respondi que existem muitos ativistas pacifistas em Israel, que eles são ótimos e é com eles que queremos demonstrar solidariedade”.
Que logo possamos ter paz nas praias de Gaza, que são as mesmas do litoral de Israel. Que possamos logo ter também paz nas praias de Zikim (ao lado de Gaza), de Ashdod, de Ashkelon, de Tel Aviv, de Natania, de Haifa... praias para onde, no ano passado, foram enviados de Gaza mais de duas dezenas de pacotes cheios de bombas prestes a explodir, que poderiam ter matado dezenas de civis inocentes. Praias onde, me recordo bem, em 1990 cerca de 10 lanchas levavam dezenas de terroristas com o intuito de matarem quantas pessoas encontrassem pela frente.
Que a voz de Sands, e dos verdadeiros pacifistas, seja ouvida. Que ser 'de esquerda' volte a significar o impulso para fazer a paz sem violência, sem discursos vazios e mentirosos, em defesa, de verdade, dos direitos humanos, de poder viver sem medo, de poder se viver sem que um doido ameace dia sim, dia também, explodir o lugar onde você vive e te jogar no mar.
Se a voz de Sands for escutada, os israelenses serão os primeiros a colocar o muro que separa Israel dos territórios palestinos abaixo, muro construído com o único intuito de prevenir os ataques dos famigerados homens-bomba que tantas mortes causaram em discotecas, ônibus e restaurantes em Israel.  Sem homens-bomba, sem mísseis kassam, sem muros.
Então poderemos cantar Shalom Aleinu, Saalam Aleikum, tudo junto.
 

domingo, 6 de junho de 2010

Ana Luiza, a médica brasileira no Exército de Israel e a Flotilha
recebi na última sexta-feira um e-mail da amiga Ana Luiza Tapia, um doce de pessoa que fez aliá há cerca de 2,5 anos e atualmente está servindo no exército, na área médica. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá, na semana passada, quando um dos seis barcos, recebeu os soldados israelenses a cacetete, canivete, e vontade de matar um por um - algo realmente pacífico. Ana Luiza viu tudo. Ana é uma pessoa doce, dedicada aos amigos, séria em seu trabalho, e que faz o que pode para ajudar quem seja - e sou prova pessoal disso. Ana é pacifista no sentido original do termo: pessoa que deseja a paz e luta pela paz. Repasso exatamente como recebi, sem mexer em nada, e com autorização da própria Ana Luiza.
Que tenhamos todos uma semana de paz,
Uri Lam

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Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES.
Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana

sexta-feira, 4 de junho de 2010

We are the World: para um mundo sem noção, pacifistas de faca na mão
hay que endurecer, pero sin perder la ternura Hamas... 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Viagem de ajuda humanitária, pacífica... pacífica?

O comandante da flotila (as seis embarcações que pretendiam chegar a Gaza) afirmou na 6a feira passada, na TV palestina:
"Não permitiremos que os sionistas se aproximem de nós, e usaremos de resistência diante deles."
"Como eles empreenderão a resistência?"
"Eles resistirão com as unhas das mãos, eles são gente que busca o martírio por Alá, tanto quanto querem chegar a Gaza, mas o primeiro [o martírio] é mais desejável."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Kassams de Gaza - começou de novo
Acaba de sair lançado outro míssil Kassam de Gaza sobre as cidades vizinhas em Israel. Ontem foram 5 Kassams. Na semana passada um missil Kassam matou um trabalhador tailandês em Israel.
Faz pouco mais de um ano da operação Ferro Fundido, empreendida por Israel para deter os mísseis Kassam, que chegavam a ser mais de 100 (c-e-m) por dia, durante uns 5 anos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Purim em Dubai
Segundo revela o jornal Haaretz, as fotografias nos passaportes dos agentes que assassinaram o terrorista do Hamas Mahmoud al-Mabhouh em Dubai foram sutilmente modificadas para que os agentes secretos não fossem identificados. A descoberta coloca abaixo as alegações de que a agência de espionagem que matou Mahmoud al-Mabhouh no mês passado, atingido na operatório Hamas cometeu erros graves.
Vários detalhes nas fotografias, como a cor dos olhos ou da linha de contorno dos lábios, foram alterados - ligeiramente o suficiente para não despertar suspeitas no setor de controle de passaportes, mas ainda o suficiente para que a verdadeira identidade do agente secreto não pudesse ser reconhecida.
Se conhecessem a história e Purim... que é uma mitsvá se disfarçar:-) Como se diz em Purim, eles quiseram acabar com a gente, e no final acabamos com eles. (sobre Haman, que acabou enforcado na forca que preparou para Mordechai). Mas quem somos nós e quem são eles? Foi o Mossad mesmo? Nunca saberemos.
Que em Purim possamos nos divertir até não sabermos mais diferenciar entre Hamas/Haman e Mossad/Mordechai o judeu.
Chag Purim Sameach!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hamas lança uma nova moda: Bombas Marinhas
Há alguns dias têm chegado pacotes estranhos nas praias de Israel, vindos provavelmente de Gaza. Hoje na praia de Tel Aviv foi encontrado um terceiro pacote suspeito. Segunda feira foram encontrados pacotes bomba chegando com as ondas nas praias de Ashkelon e de Ashdod, com dispositivos que detonariam a bomba via chamada por um telefone celular.
Pode ser um balão de ensaio do Hamas para futuros ataques a partir da primavera (nestes lados do mundo), quando muita gente volta a se divertir nas praias da costa israelense.